Um copo pela metade


Vasco 0 x 0 São Caetano

Guarani 0 x 0 Vasco

Vasco 0 x 0 Duque de Caxias

Figueirense 1 x 1 Vasco

Vasco 0 x 0 Bragantino

Cinco jogos, cinco empates. Quatro deles por 0 x 0. Um gol em 450 minutos. Esse foi o saldo do Vasco em junho.

São cinco jogos sem vencer. Marcamos apenas um gol em cinco jogos. Nosso ataque anda terrível.

São cinco jogos de invencibilidade. Levamos apenas um gol em cinco jogos. Nossa defesa anda segura.

O copo está pela metade. Se meio cheio ou meio vazio, depende do torcedor. Assim como outras coisas podem estar cheias, com tantos empates.

Quem acha que o copo está meio cheio vai lembrar que fomos prejudicados em pelo menos três desses cinco jogos, tivemos jogadores expulsos ainda no primeiro tempo contra São Caetano e Guarani, em lances incompreensíveis. Vai lembrar que dominamos amplamente pelo menos quatro desses cinco jogos, e o gol que faltou foi apenas um detalhe.

Quem acha que o copo está meio vazio vai responder dizendo que contra o Caxias fomos nós que tivemos um a mais desde o primeiro tempo, e contra o Figueirense saímos na frente e tivemos o jogo na mão, e que ninguém aguenta mais ver os atacantes do Vasco perderem tantos gols de forma bisonha.

Empatar cinco vezes seguidas não é digno da grandeza do Vasco. Ano passado, chegamos a perder cinco seguidas.

Élton é o artilheiro do Vasco no ano, com 13 gols. Élton não faz gols há sete jogos.

Carlos Alberto foi o grande jogador do Vasco nesses seis meses. Mas agora vai embora. De que adianta trazer um jogador para ficar só seis meses?

O copo cheio, o copo vazio.

*   *   *   *   *

“Todos aqueles horrorosos empates em zero a zero com o Newcastle. Todas aquelas tardes de sábado gélidas e chatas.”, resmungava o pai de Nick Hornby, em Febre da Bola. Agora eu entendo melhor como ele se sentia…

*   *   *   *   *

Junho também foi o mês que marcou o fim do sonho da Copa do Brasil. Perdemos a classificação naqueles péssimos 45 minutos do primeiro jogo, quando levamos o gol que não podíamos levar. No segundo tempo, a reação, o empate, um caminhão de gols perdidos, e a obrigação de vencer em São Paulo. Lá, mais uma vez, o Vasco dominou o jogo, teve muitas chances de gol, mas não conseguiu marcar. Foi o 0x0 que abriu a série.

Ainda tivemos que aguentar, mais uma vez, um erro de arbitragem grosseiro do gaúcho Leonardo Gaciba. No dia seguinte, ele pediu desculpas, e se disse “envergonhado”. De que adianta isso agora?

E, obviamente, nem na série B nos livramos do Simon. Ele foi apitar UM jogo na série B, e de quem poderia ser esse jogo, senão do Vasco? Precisa dizer que a arbitragem foi, mais uma vez, complicada e, mais uma vez, os vascaínos saíram reclamando? Impressionante a regularidade do Simon…

*   *   *   *   *

Obrigado, Carlos Alberto!

Não importa o que vier depois, é essa a frase que a torcida precisa dizer agora.

Eu nunca gostei do Carlos Alberto, fui um dos maiores críticos à sua contratação, mas dou o braço a torcer: o capitão honrou a cruz de malta, e ganhou o seu lugar no coração da torcida. Com garra, com disposição (às vezes até demais), com muito talento, deu ao time o ponto de referência que a gente precisava nessa hora. Levou muitos cartões, é verdade, mas boa parte deles foram exagerados, dados mais pela fama do que pelo que ele fez para merece-los. O capitão vai deixar saudades.

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E a Eletrobrás, hein? Que novelinha chata…

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