A volta dos que não foram


Nunca mais vamos ver o Edmundo de 1997, a não ser em vídeos ou na nossa memória. Mas o Edmundo que jogou contra o Criciúma, teve alguns lampejos que o fizeram chegar perto disso. Por um dia, Edmundo voltou a ser “o Animal”, “EdShow”, ao invés daquele jogador que vem se arrastando em campo desde que começou essa última temporada no Vasco.

Edmundo fez um gol de craque, infernizou a defesa catarinense, e lutou muito, até o limite das suas forças físicas. O problema é que esse limite está cada vez mais baixo. Estamos assistindo à despedida de um ídolo, que quer ser aquilo que foi, mas não consegue mais. Dói nele. Dói em nós.

Contra o Criciúma, Edmundo mostrou mais uma vez porque sempre foi e sempre será muito mais que qualquer Romário. A gente precisa ter consciência de que é bem provável que jogos como esse sejam exceções. O tempo não perdoa. As pernas não são as mesmas, e jamais serão novamente. Mas a entrega, a vontade, a frustração quando não consegue fazer algo certo, essas são as de sempre.

E, na saída de campo, a emoção falou mais alto, e Edmundo pediu desculpas à torcida vascaína por não conseguir ser mais aquilo que foi um dia. Nem precisava. O verdadeiro vascaíno aplaude, sabendo que você dá o que pode. E isso é o mais importante.

A tua estátua está no coração de cada um que te viu jogar no auge. O resto… é apenas bronze. Frio e maleável.

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O melhor plano de saúde é viver. O segundo melhor continua sem ganhar nada, e vai ter que pagar 9 milhões de reais se quiser levar o Leandro Amaral de volta.

Quatro meses depois, está reposta a verdade dos fatos. A “máquina tricolor” terminou o campeonato exatamente na mesma situação da “quarta força do Rio”: ou seja, vendo as finais pela televisão. E Renato Gaúcho, o churrasqueiro da bola de cristal paraguaia, perdeu mais algumas boas oportunidades de ficar calado.

E, como tinha que ser, Leandro Amaral está de volta ao Vasco. Juridicamente, não havia outro resultado possível. O que penso sobre esse regresso já tinha sido comentado aqui. O maior prejudicado nisso tudo foi o jogador. E foi bem feito pra ele. Agora, resta ao Fluminense pagar pelo que fez. E a Leandro tomar vergonha na cara, e tentar consertar um pouco das besteiras que fez.

Se ele fizer o papel dele, a torcida vai apoiar.

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