O ano em que meu filme pediu pra sair do Oscar


Saiu a lista dos indicados ao Oscar 2008. E, conforme esperado, o concorrente brasileiro, “O ano em que meus pais saíram de férias” (também conhecido como “aquele plágio de um filme argentino que era plágio de um filme checo” ou “aquele filme do cara do McDonalds” ou “aquele Castelo Ra-tim-Bum piorado”, ou ainda “aquele filme que todos já viram, por ser igual a trezentos outros”) ficou de fora.

No ano em que o Brasil produziu aquele que talvez seja o melhor filme de sua história (ou, pelo menos, o melhor da nossa geração), preferiu apostar em outra obra, mais alinhada com os “interesses” de quem escolhe. Paciência. Resta a “Tropa de Elite” a certeza da sua qualidade, e apostar numa carreira internacional, sem apoio daqueles que se incomodaram muito com ele.

Entre os indicados, “Onde os fracos não têm vez”, dos irmãos Coen, e “Sangue negro”, de Paul Thomas Anderson, largam na frente, concorrendo a oito estatuetas. Logo depois, “Desejo e reparação” e “Conduta de risco”, o novo Clooney dessa safra, com sete. A maior surpresa talvez tenha sido a indicação de “Juno”, um filme aparentemente bem despretensioso, ao prêmio de melhor filme.

Segue a lista dos indicados aos principais prêmios:

Melhor filme:

– “Juno”
– “Onde os fracos não têm vez”
– “Sangue negro”
– “Desejo e reparação”
– “Conduta de risco”

Melhor diretor:

– Julian Schnabel (“O escafandro e a borboleta”)
– Joel e Ethan Coen (“Onde os fracos não têm vez”)
– Tony Gilroy (“Conduta de risco”)
– Jason Reitman (“Juno”)
– Paul Thomas Anderson (“Sangue negro”)

Melhor ator:

– Daniel Day-Lewis (“Sangue negro”)
– Johnny Depp (“Sweeney Todd – o barbeiro demoníaco da Rua Fleet”)
– George Clooney (“Conduta de risco”)
– Tommy Lee Jones (“No vale das sombras”)
– Viggo Mortensen (“Senhores do crime”)

Melhor atriz:

– Julie Christie (“Longe dela”)
– Marion Cotillard (“Piaf – um hino ao amor”)
– Ellen Page (“Juno”)
– Cate Blanchett (“Elizabeth – the golden age”)
– Laura Linney (“The savages”)

Melhor filme estrangeiro:

– “The counterfeiters”, de Stefan Ruzowitzky (Áustria)
– “Beaufort”, de Joseph Cedar (Israel)
– “Mongol”, de Sergei Bodrov (Cazaquistão)
– “Katyn”, de Andrzej Wajda (Polônia)
– “12”, de Nikita Mikhalkov (Rússia)

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One Response to O ano em que meu filme pediu pra sair do Oscar

  1. L.S.D. disse:

    O quê? SETE indicaçõews para Conduta de Risco? Só mesmo porque o Clooney é o atual queridinho de Holywood, porque em termos que qualidade… pufff! Que filme chato! Lento, arrastado, previsível, enfim, um clichezão que abusa da ficção científica. Pô! Em marcianos, lobisomens e vampiros eu até acredito, agora, crer que advogados possam ter CRISE de CONSCIÊNCIA! Aí já é demais!

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