Rápido e rasteiro


Fechei os comentários do post anterior para tentar evitar maiores chateações do que as que já tive (e venho tendo) com o assunto. É melhor assim.

Só que, antes de encerrar o tema, queria responder uma parte de um dos comentários. Teve gente me confundindo com torcedor do Petrobrás, e me chamando de trapaceiro, insinuando que a história do assalto ao juiz, no dia do jogo, tinha sido inventada por mim.

É incrível como pessoas que lêem o QsQ há tempos, desde a versão anterior do blog, ainda caem nesse erro.

Se não confiam em mim, basta perguntar a São Google. Ele tem as respostas. Vamos ver alguns dos sites que, junto comigo, inventaram essa história?

Globo Esporte:

“O árbitro Marcelo de Lima Henrique, que vai apitar a final da Taça Guanabara no Maracanã entre Flamengo e Madureira, foi assaltado na tarde desta quarta-feira em Venda das Pedras, Itaboraí. Tudo foi roubado, menos o uniforme para a decisão desta quarta.

Marcelo saía de casa por volta das 15h, de carro, em companhia da família (mulher e três filhos) quando foi rendido na saída de seu condomínio por dois homens armados.”

Rádio Brasil Central:

“O árbitro da decisão da Taça Guanabara, Marcelo de Lima Henrique, viveu momentos muito tensos antes do jogo. Ele foi assaltado quando seguia de carro de Itaboraí, no Grande Rio, para Ipanema, onde deixaria a mulher e dois filhos, de 12 e 8 anos, para ir ao Maracanã.

Sob a mira de um revólver e ameaça de morte por mais de 20 minutos, o árbitro e seus parentes foram obrigados a parar o carro num terreno baldio.”

Disque Denúncia:

“Policiais do 35º BPM (Itaboraí) recuperaram no início da noite de sexta-feira, na Rodovia RJ-116, uma Parati, de placa LNB 3598, roubada na quarta-feira. O carro pertence ao árbitro de futebol Marcelo de Lima Henrique, que apitou no mesmo dia do roubo o jogo Flamengo x Madureira, pela final da Taça Guanabara. A PM chegou ao local onde estava o veículo, no bairro de Reta Velha na Fazenda Vargem Grande, após receber uma ligação para o Disque-Denúncia.”

Pelé.Net:

“‘Fui muito prejudicado pelas arbitragens. Me tiraram o título da Taça Guanabara deste ano. Até hoje discuto aquela situação do árbitro ter sido assaltado no dia da final’, continuou [Elias] Duba [presidente do Madureira].

Quando saíam de sua casa, em Itaboraí, o árbitro Marcelo de Lima Henrique e sua família foram rendidos por dois homens armados e levados para um terreno baldio, onde ficaram por cerca de 20 minutos na mira dos revólveres. Os meliantes levaram o carro e os pertences do juiz e de sua esposa.”

Podia continuar. De onde saíram esses, têm muito mais. Podia até mostrar alguns blogs, que discutiram o caso de maneira menos jornalística e mais inflamada. Mas acho que chega, né? É uma pena que eu não tenha o áudio de uma rádio carioca, onde o árbitro falava, com a própria voz, sobre o assalto, sobre a sua família ter ficado como refém durante o jogo, etc e tal. Mas talvez nem isso fosse suficiente.

Claro, para quem arruma argumentos para defender roubos que beneficiem o seu lado, sempre é possível alegar que “não se provou nada”. Assim como “não se provou nada” contra Lula, contra Renan Calheiros, etc e tal. Mas, para quem leu essas notícias todas, ouviu o árbitro contando o caso, e viu, no final do jogo em questão, o referido juiz sair de campo dando pulinhos de felicidade, digamos que os indícios são bem palpáveis.

E pronto. Ponto final nessa história.

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