Nem sempre o resultado é justo


E isso vale tanto para o futebol quanto para a política.

Domingo, no Maracanã, o Vasco massacrou o Flamengo. E acabou por não conseguir vencer. Foram 13 conclusões perigosas, contra apenas 2 do adversário. No final, o empate frustrante de 1×1. Mais dois pontos perdidos para time pequeno.

Quando se contar a história de porque o Vasco não disputou o título de 2007 com o São Paulo, parte da resposta está aí: o complexo de Robin Hood da equipe cruzmaltina. A gente não sabe jogar contra time fraco. Foram três pontos perdidos para o Juventude, dois para o Náutico, dois para o Paraná e agora dois para o Flamengo. Nove pontos desperdiçados contra times da zona de rebaixamento, que estão fazendo muita falta agora.

O jogo com o Flamengo, uma vez mais, foi lamentável. Jogamos bem, dominamos toda a partida, deixamos a mulambada nas cordas, retrancados, segurando o empate a qualquer custo. O Vasco fez o seu gol, dominou, teve mais três ou quatro chances claras de ampliar, e acabou entregando de bandeja um gol pra eles, que até então nem tinham dado sequer um chute perigoso a gol.

No segundo tempo, a partida seguiu no mesmo ritmo. Um time jogava, pressionava, apertava, enquanto o outro se acovardava, com quatro volantes e meio.

Aos 47 do segundo tempo, um lance surreal. Leandro Amaral chuta, com carimbo de gol, Bruno defende (de novo! foram oito defesas milagrosas durante o jogo!!!!), Wagner Diniz pega o rebote, chuta no ângulo… e a bola explode na cabeça de Alan Kardec. Um lance espírita, com o perdão do trocadilho fácil.

E a culpa da derrota (empatar com essas coisas é derrota, sim, e os jogadores deviam ser punidos por isso) é toda do Celso Roth. Burro, burro, burro! Afinal, se ele tivesse deixado em campo o Marcelinho, que é 20 cm mais baixo que o Alan, aquela bola teria entrado! 🙂

A arbitragem, mais uma vez, foi desastrosa. Ou seja, nenhuma novidade. Três (TRÊS!!!!! TRÊS!!!!!) penaltis não marcados a favor do Vasco,  um monte de faltas e escanteios invertidos, ridículos dois minutos de desconto no segundo tempo (dois minutos demorava o Bruno pra bater cada tiro de meta!). Enfim. Nada a que não estejamos acostumados. Como de costume, foi 11 contra 14. O lado animador é que, mesmo com três jogadores a menos, o Vasco devia ter goleado, se não fosse a macumba rubro-negra.

Aqui e aqui dá pra se ter uma pequena noção do que foi o massacre. E aqui o lance inacreditável em que Alan Kardec “salvou” o Flamengo da merecida derrota.

Daqui a um mês tem mais. Provavelmente, vai ser de novo 11 contra 14. E nem adianta reclamar mais dessas coisas, o cenário não muda mesmo. Mas não é isso que nos impede de ganhar dessa mulambada. Só espero que até lá o vascaíno Pai Santana consiga desfazer os trabalhos vindos lá das bandas da Urubulândia…

PS: E como está jogando o Conca! O azar dele é jogar logo no Vasco. Se ele fosse de outro time, a Fla-Press já o teria transformado no Pelé portenho…

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6 Responses to Nem sempre o resultado é justo

  1. L.S.D. disse:

    Enquanto isso, aqui no sul, sofro com uma série de decisões desastrosas da diretoria do Inter. Nosso presidente, que planejou tudo errado, agora desatou a falar bobagens para se justificar. “Mais um” presidente falando bobagem para me atormentar. No Brasil, vá lá, mas agora também no Inter? Logo no Inter! Não que eu ache que o colorado possa se comparar ao Brasil. Nada disso: o Inter é muito mais do que isso! hehehe, hã, ok, esqueci o autor da frase que parodiei.
    Mas enfim, o que importa é deixar registrado o seguinte: Vasco e Flamengo proporcionaram dois momentos inesquecíveis do futebol neste ano. Aquele bico de chuteira do flamenguista impedindo o milésimo gol do Romário e agora essa intervenção espírita do Alan Kardec, salvando o Flamengo, foram… fenômenos só explicáveis pelo Sobrenatural de Almeida (novamente, esqueci o inventor dessa personagem). Auguri.

  2. Bina disse:

    Time pequeno …. bom… vc sabe :-p

  3. Bina disse:

    Olha… o nariz vai crescer! Flamengo dominou totalmente até a metade do primeiro tempo e levou um gol ridiculo que normalmente naum tomaria…

  4. Bina disse:

    Retrancados??? O vasco que jogou todo o primeiro e parte do segundo tempo no campo defensivo e dificilmente conseguia encaixar um contra-ataque.

  5. Bina disse:

    Senhor, e o pênalti para o flamengo nos primeiros minutos do jogo, ninguém fala, né? é soh vasco isso, vasco aquilo, vasco é prejudicado… mas se o juis tivesse dado aquele primeiro pênalti a favor do flamengo, o jogo poderia ter sido outro com vitoria rubro-negra.

  6. […] Apitou Vasco x Petrobrás FC, no Brasileiro do ano passado, no início da campanha que tirou o rubro-negro da zona de […]

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