E agora, José?


A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou. E agora, José?

“Estão presentes todos os elementos objetivos e subjetivos do crime de formação de quadrilha (…) e a denúncia descreve suficientemente esse esses elementos. Os encontros entre Dirceu e a cúpula do Banco Rural reforçam a tese de que o denunciado tudo sabia. Seria Dirceu o mentor, chefe incontestável do grupo, a pessoa a quem todos os demais prestavam deferência.”

(Ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão no STF, encaminhando a aceitação da denúncia contra José Dirceu, pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha)

Você que é sem nome, que zomba dos outros. E agora, José?

 

“Todas as denúncias serão esquecidas, e no futuro vão acabar virando piada de salão”

(Delúbio Soares, em outubro de 2005)

“Delúbio parece colocar-se no esquema como uma espécie de varejista. Era o dedo que apontava os sacadores.”

(Ministro Ayres Britto, ao aceitar a denúncia contra Delúbio pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha)

 

Sua doce palavra, seu instante de febre, sua gula e jejum, sua incoerência, seu ódio – e agora, José?

“Pelo que já foi apurado até o momento, o núcleo principal da quadrilha era composto pelo ex Ministro José Dirceu, o ex tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, Delúbio Soares, o ex Secretário-Geral do Partido dos Trabalhadores, Sílvio Pereira, e o ex Presidente do Partido dos Trabalhadores, José Genoíno. (…) Nesse ponto, o até então obscuro empresário Marcos Valério aproxima-se do núcleo central da organização criminosa (José Dirceu, Delúbio Soares, Sílvio Pereira e José Genoíno) para oferecer os préstimos da sua própria quadrilha em troca de vantagens patrimoniais no Governo Federal.”

(trechos da denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, que foi acatada ontem pelo STF)

Com a chave na mão quer abrir a porta, não existe porta; quer morrer no mar, mas o mar secou; quer ir para Cuba, José? E agora?

“Em torno de Lula, foi montada o que o Procurador Geral da República classificou como uma “sofisticada organização criminosa” divida em três núcleos: o político-partidário, o publicitário e o financeiro. O primeiro pretendia garantir a permanência do PT no poder mediante a compra de apoios políticos. O segundo desviou recursos públicos para bancar a compra de apoios. O terceiro extraiu vantagens ilícitas e se encarregou de lavar dinheiro.

Entre os 40 denunciados, três são ex-ministros – dois deles, José Dirceu e Luiz Gushiken, os mais próximos de Lula. Há 11 deputados ou ex-deputados de cinco partidos. E mais a antiga cúpula nacional do PT. Fez parte dela o único nome punido pelo PT com a expulsão – o ex-tesoureiro Delúbio Soares. Dele se disse que obedecia a José Dirceu. Na verdade, Delúbio sempre obedeceu a Lula. De tão íntimo dele, hospedou-se na Granja do Torto.

É possível que tanta gente ligada a Lula tivesse agido sem o seu conhecimento?”

(Ricardo Noblat, 20/08/07)

Sozinho no escuro, sem cavalo preto que fuja a galope, você marcha, José! José, para onde?

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“Quando o presidente me pede alguma coisa, faço com prazer. A última vez que ele pediu, eu fiz. (…) O Lula não dá cheque em branco para ninguém. Sabe de tudo que acontece. Quem acha o contrário o subestima.”

(José Dirceu, entrevista publicada na Playboy de agosto.)

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