Vocês já sabiam. Agora a Folha confirmou.


A Folha de São Paulo, no dia 24, publicou a seguinte notícia:

“O avião fretado que levou os boxeadores cubanos Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara do Brasil para Cuba é venezuelano. Hugo Chávez, presidente da Venezuela, é um dos principais aliados do governo de Fidel Castro.

A informação foi revelada pelo senador Heráclito Fortes (DEM-PI) durante audiência na Comissão de Relações Exteriores do Senado. Estavam presentes na sessão o ministro da Justiça, Tarso Genro, e o diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Lacerda.

Logo no início da sessão, o ministro foi questionado pelo senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) sobre os dados do avião que levou os atletas de volta para Cuba. Ao dizer o prefixo YV-2053, Tarso foi interrompido por Heráclito Fortes.

“Esse prefixo é venezuelano. O avião é da Venezuela”, afirmou o senador.”

O QsQ, no dia 14, já destacava (link):

“A Polícia localizou os cubanos, e os prendeu, sem motivos para isso. Manteve os rapazes incomunicáveis, atropelando a Constituição, e chegando inclusive a expulsar o advogado enviado pelos empresários, que teve que ir embora sem sequer poder ver os presos. Depois, em tempo record, providenciou um avião que levasse os pobres coitados para Havana, com escala em Caracas.”

Na época, não me aprofundei, deixei apenas essa alusão velada a Caracas, porque não tinha provas para sustentar a afirmação. Agora elas vieram.

Este é o avião que levou os cubanos para o cárcere caribenho:

01.jpg

Ao lado da turbina superior, é possível ver o prefixo. Mas que avião é esse? Não é um avião qualquer, não. É um “senhor” avião. Diz Claudio Humberto que:

“O jato prefixo YV-2053, que segundo o ministro Tarso Genro (Justiça) levou a Cuba os pugilistas cubanos Guillhermo Rigondeaux e Erislandy Lara, é da estatal de petróleo venezuelana PDVSA. O Falcon 900B, fabricado pela Dassault francesa, é um dos muitos a serviço da empresa e do quase- ditador Hugo Chávez, que em 2005 mandou um deles a Havana quando Fidel Castro adoeceu. Fazem viagens freqüentes à Argentina e à Bolívia.”

Então agora podemos atualizar a operação: sinhozinho Fidel pede os negrinhos de volta, os capitães-do-mato fazem o serviço sujo, e o sinhozinho Chávez ajuda a transporta-los de volta pra senzala. Uma ação entre amigos, claro, que deve ser respeitada, por se tratar de assuntos de Foro íntimo de cada governo.

Em tempo:

A Nariz Gelado dá um complemento bem interessante ao assunto desse post: Tarso Genro mentiu ao Congresso. Primeiro, disse que o avião era cubano. Depois, confrontado pelo Senador Arthur Virgílio com o prefixo da aeronave, teve que voltar atrás, e sair pela tangente, dizendo que o que ele quis dizer era que o avião era “fretado pelo governo cubano”.

Ou seja, parece que o ministro da, por assim dizer, Justiça mentiu ao Congresso por (mais) duas vezes. Mentiu ao dizer que o avião era cubano, e mentiu de novo ao dizer que ele era “fretado pelo governo cubano”, já que os antecedentes do aparelho mostram que ele não é um avião comercial fretado, e sim uma espécie de “correio” dos sócios do Foro.

O post da Nariz Gelado, onde ela conta a história completa da fala de Genro no Congresso está aqui. No mesmo post, estão os links para os arquivos mp3 que contém as declarações de Genro.

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