Ainda os cubanos: um triste epílogo


Na sequência do que já tinha sido falado aqui, hoje surgiu mais um indício de que o destino dos boxeadores cubanos Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara não é nada animador.

Depois de conseguirem fugir durante o Pan, serem capturados pela polícia brasileira, e devolvidos à ditadura de Fidel, os boxeadores só apareceram publicamente uma vez, cercados pelos carcereiros, para se dizerem “arrependidos”. Depois disso, mais nada. Apenas as palavras de Fidel, declarando “encerrada” a carreira de Lara e Rigondeaux, já que eles tinham “chegado a um ponto sem retorno”.

Hoje, o Ministro das Relações Exteriores de Cuba, Felipe Pérez Roque, deu uma declaração oficial sobre o assunto, que parece confirmar os temores de quem se preocupava com as punições aos atletas. Felipe Roque, que está em Brasília se reunindo com o governo brasileiro, declarou que o caso dos boxeadores “é um tema irrelevante, que já está encerrado”.

Roque disse ainda que Lara e Rigondeaux “estão levando uma vida normal, mas jamais poderão deixar Cuba novamente”. É assim que as coisas funcionam no “paraíso de Fidel”. Saia da linha, tente escapar do inferno, e se torne uma pessoa suspeita, mantida na prisão eternamente. Foi a isso, e sabe Deus a que mais, que o Brasil condenou esses rapazes.

Pérez Roque confirmou também aquilo que nós já vínhamos dizendo desde o lamentável procedimento brasileiro: nossas autoridades agiram, sim, de acordo com instruções vindas de Havana.

“Logicamente, tivemos que fazer coordenações para que eles pudessem regressar.”

“Fazer coordenações” nos faz logo lembrar do que disse Claudio Humberto no seu site, há alguns dias atrás:

“Sai da área de boatos para entrar na História a versão de que uma ordem de Fidel Castro a cobiçado celular em São Paulo selou a sorte, em dois dias, dos pugilistas cubanos.”

Triste sina a nossa. Servir de capitão do mato pra capturar os “negrinhos fujões” de Fidel Castro.

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One Response to Ainda os cubanos: um triste epílogo

  1. L.S.D. disse:

    E lá vamos nós, ladeira abaixo em alta velocidade. Não enxergo luz no fim do túnel. Uma vez, alguém espirituoso disse que a única saída para o brasileiro ficava no aeroporto. Mas agora, ATÉ isso é arriscado.

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