Passageiro para Frankfurt

19 Abril 2008

Atendendo a pedidos, repost de um texto escrito há alguns anos atrás.

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PASSAGEIRO PARA FRANKFURT
(Passenger to Frankfurt)
Autora: Agatha Christie
Ano: 1970
Classificação: * * * *

“A liderança, além de uma grande força criativa, pode ser diabólica.”
(Jan Smuts, primeiro-ministro da África do Sul no início do séxulo XX)

“Minha dor é perceber que, apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda
somos os mesmos e vivemos como nossos pais.”

(Belchior)

“Será que ninguém vê o caos em que vivemos? Os jovens são tão jovens e fica tudo por isso mesmo… A juventude está sozinha, não há ninguém para ajudar a explicar por que é que o mundo é este desastre que aí está. Eu não sei… Eu não sei… E meus amigos parecem ter medo de quem fala o quem sentiu, de quem pensa diferente. Nos querem todos iguais: assim fica mais fácil nos controlar.”
(Renato Russo)

O diplomata inglês Sir Stafford Nye está voltando a Londres, depois de uma série de tediosas reuniões na Malaia. É um homem considerado por todos como alguém muito inteligente, mas que não é uma pessoa “séria”, preferindo o prazer de uma brincadeira a cumprir o seu dever. Essa fama o impede de atingir postos mais altos na diplomacia, embora isso não o incomode: ele está muito satisfeito com o que tem, e concorda com a avaliação que fazem dele.

Por causa do mau tempo, o avião onde ele viaja é obrigado a fazer um pouso de emergência em Frankfurt, onde fica algumas horas. No aeroporto de Frankfurt, uma moça se aproxima de Sir Stafford. Ela não é especialmente bela ou atraente, mas traz a Sir Stafford algo que ele não pode resistir: uma história misteriosa e com gosto de aventura.

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A Batalha dos Aflitos

26 Novembro 2007

(Texto escrito em 26/11/2005.)

O Gerador de Improbabilidade Infinita
ou
Eu Nunca Deixei de Acreditar

“- Mas… mas… Isso é impossível! – gritou ele, atônito.
- Não. É apenas muito, muitíssimo improvável.”

 

 

 

Existem momentos que não se podem viver sem que eles nos fiquem pra sempre na memória. (E derrubar um trasgo montanhês de quatro metros de altura não é o único deles.) E há coisas nessa vida que são ainda mais improváveis do que
um cachalote despencando no vácuo, sobre um planeta adormecido, junto com um vaso de flores que contém o segredo da vida, do universo e de tudo o mais.

Existem momentos que geram uma quantidade inesgotável de combustível para um “Coração de Ouro” voar pelas galáxias.

Existem momentos. Existem mistérios. E existem os deuses. Sim, os deuses. Aqueles mesmos que eu canto, vez por outra, e em quem alguns de vocês se recusam a acreditar. Os deuses da bola, que sabem quando devem agir, e quando devem esperar.

Os mesmos deuses que têm sido tão atacados esse ano por aqui. O Brasil demorou mais de 100 anos pra ter um campeonato de verdade. Era a vergonha maior: o país do futebol passou um século vivendo apenas com “torneios” ou
“taças”, e só em 2003 ganhou o direito de ter um campeonato. O sonho durou dois anos. No terceiro, resolveram dar um jeito de voltar à bagunça cotidiana. Jogos anulados, resultados manipulados, equipes com jogos a mais
ou a menos, times jogando cinco vezes em oito dias. O feijão com arroz que nos acostumamos a achar “normal”.

Os deuses a tudo assistiram, impávidos. Esperavam o seu momento para agir, castigar os responsáveis pelos sacrilégios cometidos. Para grandes males, grandes remédios. Eles foram dando sinais de que algo especial estava para acontecer. Os ateus se recusavam a percebe-los, mas eles eram visíveis, como nuvens escuras prenunciando a tempestade redentora.

E ela veio, como não poderia deixar de vir.

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