Boas notícias, pra variar

1 Julho 2008

No ano passado, postei alguns textos sobre o caso dos dois boxeadores cubanos que conseguiram escapar durante os Jogos Panamericanos, e depois foram perseguidos pela polícia brasileira, que os entregou de volta aos seus carcereiros.

Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara, os dois campeões cubanos, foram levados de volta à ilha-prisão, e mantidos sob vigilância estreita dos homens de Fidel. Mas agora nos chega uma notícia excelente: Erislandy Lara conseguiu fugir de Havana, escondido em um barco que o levou até o México. Dessa vez, não veio para o Brasil, ou algum outro país amigo de ditaduras. Lara foi direto para Hamburgo, na Alemanha, e apenas lá, já em segurança, divulgou sua história.

O jornal Estado de São Paulo publica uma entrevista com Lara. Muitos trechos são interessantes, mas a resposta do pugilista a uma pergunta em particular é um uppercut no queixo de muita gente. Uma resposta singela, simples, mas que diz muito sobre o que é Cuba, sobre o inferno em que vive o povo cubano. E nos enche de vergonha por saber que não apenas o governo brasileiro é aliado dessa gente, como também uma boa parte do nosso povo apóia o que acontece na ilha e considera Cuba um “paraíso” e Fidel Castro “um exemplo”.

Como você avalia a situação política de Cuba e a falta da democracia plena?”
“Democracia? Como assim?”

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Gatos pretos, gata loira e outras bichas mais

26 Maio 2008

Esta é Helena Svedin, a esposa de Luís Figo:

E “esta” é André Albertini, a “mulher” que o Ronaldo andou pegando pelas esquinas da Barra da Tijuca:

Ficou em dúvida? Vamos dar ao leitor mais uma chance para escolher. Olhe bem, para não levar gato por lebre.

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Notícias que (não) vão mudar a sua vida

25 Maio 2008

Estava na capa de um jornal carioca, essa semana:

“Mulher-Jaca bota silicone e fica livre dos sutiãs com enchimento”

Eu juro que queria fazer uma análise sobre essa notícia, e o quanto ela é representativa dos nossos tempos. Assim como o significado desse fato ser manchete de capa de um jornal, mesmo sendo do jornal que era. Mas, admito, está além da minha capacidade.

Um outro jornal, que tem reputação de ser um pouco mais sério, publicou uma entrevista com a “prima” da Jaca, a Mulher-Melancia. E a vegetabilíssima senhorita não deixou por menos e lascou:

“Amiga, é melhor tu ser solteira do que ser chifruda. Porque homem a gente escolhe, quando enjoa, a gente muda. Se ele tenta te amarrar, é só dar um pé na bunda. Eu vou pegar quem eu quiser, mas também não sou bagunça. O meu lema é esse aqui: solteira, sim, sozinha nunca.”

Vamos aproveitar os conselhos da Mulher-Melancia, essa guru da sociedade brasileira moderna. E vamos todos dar (ou levar) créu, tá ligado?

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No mês passado, três das revistas brasileiras mais vendidas do segmento feminino apresentavam as seguintes manchetes de capa:

“Transar no primeiro encontro – às vezes é melhor não. Aprenda a reconhecer os homens com quem você deve se segurar.”

“Depoimento: O dia em que comprei meu primeiro vibrador”

“8 posições para o orgasmo – testamos e contamos como chegar lá”

“Teste: você é boa de cama?”

“Traição faz bem ao casamento? Leitoras dizem que sim.”

Bem, essas publicações são voltadas para mulheres maduras, claro. E mulheres maduras e modernas se sentem muito bem discutindo esses temas. Que tal, então, olharmos as revistas que lideram as vendas do segmento adolescente? Nestas revistas, cujo público alvo são meninas de 11 a 17 anos, há sempre uma seção de tira-dúvidas. E quais são as dúvidas que assaltam a mente dessas garotas?

“Meu namorado quer fazer sexo anal, mas eu tenho medo de sentir dor. Será que eu tento?”

“Estou sem transar há dois meses. Há algo errado comigo?”

“Tenho 16 anos e ainda sou virgem. Minhas amigas me zoam por ser a única da turma que ainda não transou. O que devo fazer?”

Também há as enquetes, com temas adequados a meninas de 11 a 17 anos:

“Você já transou na sua casa?”

“Você já transou com mais de um garoto ao mesmo tempo?”

“Você sabe reconhecer um orgasmo?”

“Você já transou com caras de mais de 30?”

“Transa sem compromisso com amigos: como fica o clima depois?”

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O créu é o mesmo. Só muda o verniz.


Eles acreditaram!!!

2 Abril 2008

E depois dizem que eu pego no pé da imprensa “deste país”…

Ontem, contei aqui a história da venda da equipe Toro Rosso de F-1 ao piloto escocês David Coulthard. Segundo matéria do F1-Live, Coulthard comprara a STR, e ia mudar o nome da equipe para CPR. Os motores da equipe passariam a ser fornecidos pela Mercedes, pois Coulthard tinha “desconto de ex-funcionário”, por ter trabalhado na McLaren há alguns anos.

Ontem, não é demais lembrar, foi dia 1 de abril.

Pois é. “Eles acreditaram”!!!!

Vamos à lista, pegando só os peixes maiores:

- Yahoo!, reproduzindo matéria do LanceNet

- Terra (Update: já retiraram a matéria, porém ainda exibe o título “David Coulthard desejaria comprar a Toro Rosso”, e ainda é possível encontrar o texto pelo cache do Google)

- Clic RBS

- Folha de São Paulo (essa foi o máximo da dissimulação: apagou a matéria, colocou uma notinha sobre Nelson Piquet Jr. no mesmo link, para enganar os robôs de busca – mas, procurando no Google por “David Coulthard Toro Rosso Folha” ainda dá pra encontrar facilmente o original :-) )

- GloboEsporte.com (mesmo procedimento do Terra)

O detalhe é que nenhum dos cinco sites desmentiu a notícia até agora. Dois continuam insistindo nela, dois apagaram o texto, e a Folha optou por uma tática orwelliana de reescrever a história.

Claro, todos eles diriam que apenas “entraram na brincadeira”, e só publicaram porque era primeiro de abril. E a gente finge que acredita.

O que eu acho? Bem, a imprensa brasileira já está tão acostumada com coisas improváveis (por exemplo, vendendo as mil versões diferentes para a existência do dossiê divulgadas pelos “companheiros aloprados”) que está pronta a aceitar qualquer notícia como verdadeira. Sabe como é, o uso do cachimbo deixa a boca torta.


Esse Chavez nunca me enganou

28 Março 2008

Uma das melhores fotos publicadas na imprensa este ano saiu na primeira página da Folha de São Paulo de hoje. A obra de arte é do fotógrafo Lula Marques:

A sensibilidade de Lula foi perfeita. O fotógrafo da Folha notou a posição de Chavez, e o cenário que está por trás dele. As “manchas” pretas ao fundo são buracos de um sistema de ar condicionado esperando ser instalado.

Chavez se posicionou bem no meio dos dois buracos. Lula percebeu, e clicou.

E foi assim que Hugo Chavez virou… Mickey Mouse, o rato imperialista.

E isso aconteceu graças ao talento… de Lula.

Impagável.


Diogo, o terrível

17 Fevereiro 2008

Lula –o meu Lula– é metafórico. Talvez até metonímico. Ele representa o que o país tem de pior.
(Diogo Mainardi)

Quando dois bons escritores se encontram, o resultado costuma ser, no mínimo, algo interessante de se ler. O português João Pereira Coutinho entrevistou o brasileiro Diogo Mainardi, e o resultado foi publicado na Folha de São Paulo, em uma coluna de JPC que levou o mesmo nome deste post. Só a introdução já abre o apetite:

É um dos meus desportos favoritos: chegar ao Brasil e falar, em tom blasé, de Diogo Mainardi. “Você leu a coluna dele na Veja? Muito boa”, digo eu. O meu interlocutor cai num silêncio sepulcral. As veias do pescoço vão inchando como em certos filmes de vampirismo. O sangue concentra-se todo na cabeça. Os olhos, vermelhos e irados, saem das órbitas. A boca espuma. Os queixos tremem. Alguns levam a mão ao braço esquerdo e pedem uma ambulância. Deus do céu, eu já perdi a conta dos infartos, ou das ameaças de infarto, que a minha perversidade provocou em São Paulo e no Rio. Diogo Mainardi não é um colunista. É uma assombração.

Curioso. Irônico. Paradoxal. As mesmas pessoas que desmaiam na minha frente com o nome de Mainardi não desmaiam com uma elite política corrupta que usa dinheiro público tradução: dinheiro dos brasileiros para suas negociatas. O mal não está em quem rouba. Está naqueles que denunciam o roubo. Em condições normais, um país estaria grato aos jornalistas que vigiam e criticam o poder. Mas o Brasil não é um país normal. Aliás, Portugal também não é e pressinto aqui uma cultura histórica comum: quando um colunista abre a boca para criticar o governo, ele não critica o governo. Ele é um demente, um invejoso, um fracassado. E, em caso de discórdia, os leitores, para não falar dos colegas de ofício, não estão dispostos a contra-argumentar. Mas a censurar. O ideal não é discutir. É silenciar. Na impossibilidade de fuzilar. Curiosas mentalidades.

Às vezes pergunto se vale a pena continuar. Como Diogo Mainardi pergunta em seu último livro, “Lula é Minha Anta” (Record, 240 págs.), relato da sua odisséia anti-lulista. No livro, conta Mainardi que dedicou cerca de 5 mil horas a Lula (antes do mensalão começar). Cinco mil. Uma vida. Uma barbaridade. E quando o colunista acredita que finalmente se libertou do presidente, o mensalão estoura e Lula, como nos filmes de Coppola, volta a arrastá-lo para a velha dança. Mais 5 mil horas. Mais dez. Mais quinze.

Eu não me perdoaria. Sério. Nas milhares de horas que Mainardi perdeu com Lula, teria sido possível ler todo o Balzac, todo o Flaubert. Mas também teria sido possível viajar. Dormir. Namorar. Vadiar. Milhares horas com Lula e o PT não inspiram indignação. Inspiram compaixão.

É sempre um privilégio poder ler JPC. E, nessa entrevista, ainda temos o bônus das respostas afiadas de Mainardi. Alguns trechos:

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Desmontando um (cli)Che

9 Outubro 2007

Hoje, 9 de outubro de 2007, se comemoram os 40 anos da morte do mercenário argentino Ernesto Guevara, mais conhecido como “El Che” ou “El Chancho”.

O romântico bandoleiro, autor da singela frase “o verdadeiro revolucionário deve ser uma máquina de matar, fria e sem sentimentos”, muito valente na hora de torturar inimigos desarmados e de matar camaradas que o desagradassem, foi capturado na Bolívia, em 9 de outubro de 1967. Suas últimas palavras, não tão valentes, foram uma súplica para que poupassem sua vida e tivessem com ele a misericórdia que ele não teve com suas vítimas.

Com o tempo, criou-se um mito em torno de Che, e ele acabou virando um símbolo de “romantismo idealista revolucionário”. Cabelos ao vento, olhar perdido no horizonte, Ernesto Guevara é o ídolo de todos os filhinhos de papai que querem mostrar “rebeldia” e manifestar seus mais profundos sentimentos antiburgueses.

Hoje, um pouco ao redor do mundo, jovens vestem as suas camisetas pop com o ídolo do “hay que endurecer, pero si perder la ternura”, políticos ao redor do mundo aproveitam a democracia em que vivem para lamentar que não estejam numa ditadura, e intelectuais celebram a memória do assassino portenho. Enquanto isso, na imprensa, há quase uma unanimidade na celebração do culto de São Guevara.

Todos? Não. Assim como nas histórias do Asterix, há sempre algumas aldeias de irredutíveis gauleses, tentando resistir a esse rolo compressor da “história dos vencedores”.

Na semana passada, a Veja publicou um especial sobre Che Guevara, desmontando um a um os mitos que envolvem a peça e os milagres que lhe atribuem. Enquanto isso, em Portugal, coube à Atlantico fazer o mesmo, com uma capa muito bem realizada.

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Como era de se esperar, dos dois lados do Oceano, Veja e Atlântico estão sendo bombardeadas pelos suspeitos do costume. Nada que seja de se espantar. Tanto uma quanto a outra tem a “desagradável” mania de não seguir a carneirada, e falar as verdades chatas que os outros não falam. Enquanto elas continuarem a levar vaias de onde estão levando, está tudo bem. Só prova que fazem um bom trabalho.


Infelizmente, não…

27 Agosto 2007

Conta Ancelmo Góis:

Outro dia , em São Paulo, no cruzamento das ruas Oscar Freire e Haddock Lobo, nos Jardins, uma família atravessava no sinal com um carrinho de bebê quando um carro avançou sobre a faixa de pedestres.

O vovô do bebê, assustado, gritou para o carro parar. Mas o troglodita passou. Só parou mais adiante, para abrir a janela e berrar, ameaçador: “Tá pensando o quê pra ficar aí gritando? Pensa que tá na Inglaterra?”

Claro que não, amigão. Que idéia! Como se alguém pudesse se confundir…

Em tempo: falando no Ancelmo, o Repórter de Crime publica mais três “mapas do crime”, continuando a série iniciada semana passada. Agora é a vez dos mapas dos bairros de Vila da Penha, Barra da Tijuca/Recreio dos BandeirantesJacarepaguá.

Para conhecer melhor o projeto, e ver os mapas de mais dez bairros do Rio de Janeiro, basta clicar aqui.


O mapa do crime no Rio de Janeiro

22 Agosto 2007

Jorge Antonio Barros, repórter policial, e sub-editor da editoria Rio do Jornal O Globo, é também autor de um blog especializado na área de segurança e jornalismo policial, o Repórter de Crime. Na semana passada, um e-mail de um leitor originou um movimento, que vem tomando uma proporção bem interessante.

O e-mail inicial falava sobre alguns pontos perigosos do bairro da Tijuca. A partir daí, Jorge Antonio lançou o desafio aos leitores: que cada um mandasse um e-mail, com os “pontos negros” do seu bairro. “Rua X, roubos de carro frequentes, na esquina com a rua Y.” “Uma gangue de assaltantes de prédios vêm agindo no quarteirão ABC”. Um exemplo:

Visconde de Pirajá, entre as ruas Farme de Amoedo e Teixeira de Melo. A quantidade enorme de lâmpadas quebradas transformou o trecho numa escuridão quase total durante a noite. Pivetes (e bandidos) abordam acintosamente os passantes, “pedindo” dinheiro. Costumam se basear em frente à BlockBuster e ao Supermercado Zona Sul.

A partir desses e-mails, seriam montados verdadeiros “mapas de crime”, definindo quais os pontos críticos de cada zona, e o tipo de crime associado a eles.

Até agora, já foram publicados os mapas referentes aos seguintes bairros:

Tijuca
Centro
Gávea
Ipanema
Grajaú
Botafogo
Méier
Copacabana
Flamengo
Méier (parte 2, com os bairros vizinhos)

Ao mesmo tempo em que mostram um panorama do bairro, muitos leitores aproveitam para dar o seu testemunho pessoal. Alguns retratos são impactantes, como este, por exemplo:

“Em Janeiro de 2005, eu e minha esposa, fomos seqüestrados no posto Shell, na Rua Mena Bareto, ao lado da Claro.

Era um domingo, por volta das 21h e dois assaltantes nos abordaram na hora que estávamos indo embora. Ficamos em poder dos seqüestradores durante 10 minutos e depois conseguimos deixá-los, após terem levados nossos pertences e documentos, na loja da Citröen, ao lado do posto de gasolina em frente ao Rio Sul.

Fomos dar queixa na 10ª DP de Botafogo e reconhecemos os assaltantes no registro da delegacia. Não registramos o “reconhecimento” com medo de ter nossos dados atrelados aos dos assaltantes. Um era menor de idade, já havia sido condenado por homicídio e estava solto pois era réu primário, foragido na primeira condenação.

Na sábado seguinte, um amigo meu e sua esposa foram seqüestrados no mesmo posto, no mesmo horário, provavelmente, pelos mesmos bandidos.”

Ou este:

Já sofri sequestro relâmpago em plena Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, às 18h, nas vagas em 90 graus do estacioanmento ao redor da praça. A iluminação é precária, o local é ermo e facilita e muito a ação de delinqüentes, já que a presença de policiais é praticamente nula! O pior é que várias pessoas viram o meu sequestro relâmpago e de minha esposa e nenhuma se manifestou.

Leitura amplamente recomendada para quem quer circular nessa selva.

E os não-cariocas podem parar de ter pena (ou de debochar da desgraça do Rio, dependendo do caso). Quando eu falo “nessa selva”, não é só ao RJ que me refiro. Seria interessante dar uma olhada nesta pesquisa, sobre as mudanças de hábitos da população brasileira.

De acordo com os resultados:

– 61% dos brasileiros só anda de carro com os vidros fechados

– 58% não deixa que os filhos saiam sozinhos de noite

– 41% não saem para festas e/ou bares à noite

– 35% não visitam vizinhos, parentes ou amigos à noite

– 46% mudaram ou pensaram em se mudar da cidade onde vivem por causa da violência (no RJ, eram mais de 60%)

Viver é muito perigoso, já dizia o poeta. Em alguns lugares, ainda mais do que a média.


Não dá pra ler

21 Agosto 2007

Coisas que eu não saberia se não tivesse visto a primeira página do site da Folha de São Paulo:

Mulher-Samambaia vai abrir restaurante vegetariano

Questionada sobre seus dotes culinários, Danielle se explica: “Olha, eu e meu namorado [o 'Gêmeo' Gustavo, ex-'Casa dos Artistas'] não cozinhamos muito. Mas eu sei fazer um ovo que fica uma delícia.” Se quiser aprender a receita, basta clicar no áudio acima e conferir o passo-a-passo na voz da própria.

A quem interessar possa, a Mulher-Samambaia revela sua preferência à mesa: gosta de comer folhas. “Sou mais ou menos vegetariana. Também como frango de vez em quando.”

Piadas envolvendo vegetais de duplo sentido serão censuradas, pois este é um blog de família.

Camelo mata australiana após tentar “acasalar”

Uma australiana de 60 anos foi morta por seu camelo de estimação no fim de semana, após o animal ter aparentemente tentado manter relações sexuais com ela.

O camelo teria jogado a mulher ao chão, pisoteado e depois sentado sobre ela, no que a polícia descreveu como “comportamento de acasalamento animal”.

No primeiro momento, achei que fosse algum roqueiro, depois de uns whiskies, achando que a australiana se chamava Anne Julie….

Mas não. É apenas um bicho de pegada.

Os camelos jovens não são normalmente agressivos, mas podem se tornar ameaçadores se tratados e criados como animais de estimação.

Viram, meninas? A Folha ensina direitinho. Nada de se empolgar com o estilo “me pega de jeito, me joga no chão, e me chama de camela”.

A notar que, mesmo numa nota dessas, a FSP segue o manual: o camelo “teria jogado” a mulher no chão. Não podemos condenar sem provas. Bons meninos.

Califórnia promove competição entre cães surfistas

O campeonato começou com aulas opcionais para os cães menos experientes. Depois, cada totó teve de surfar três ondas. O júri avaliou o nível de segurança de cada bicho em cima da prancha, o tempo da apresentação e a habilidade do concorrente em surfar as ondas.

A disputa teve duas categorias: o surf com o cão sozinho na prancha e acompanhado com seu dono. Foram distribuídos prêmios para os três primeiros colocados em cada categoria.

– Parabéns, o senhor e seu cãozinho ganharam o primeiro prêmio!

– Au! Au!

– Muito espirituoso, imitando um cachorro…

– Au? Au?

– Err… O dono sou eu. Ele é só meu cachorrinho.

– Ops. Desculpe. Aqui está o seu prêmio.

Por um momento, confesso que pensei se seria correto um jornal “formador de opinião” como a Folha gastar tanto da sua primeira página com essas notícias mais leves. Ainda estava pensando nisso quando fui ler as matérias mais “sérias” da edição.

E, depois de ler algumas delas, fiquei com a nítida sensação de que não é tão ruim a Folha ficar falando de samambaias, camelos e cachorros. Pelo menos é melhor do que deixa-los escrever no jornal.

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