Um tigre sem listras?

9 Junho 2009

Deu no G1:

Americano acha aliança perdida há 42 anos e ‘cutuca’ a mulher

É sempre um momento difícil na vida de qualquer homem ter que explicar para a mulher que perdeu a aliança de casamento. Foi isso o que aconteceu com o norte-americano Paul Sawyer, que perdeu a sua em 1966, apenas um ano após se casar com Ruth Ann.

Ele disse para a mulher que perdeu o anel enquanto estava lavando o carro. Na época, Ruth se recusou a acreditar que ele tivesse acidentalmente perdido a aliança. “Você a jogou fora”, disse ela, pensando que o marido simplesmente não queria que outras jovens soubessem que ele era casado.

Sawyer, hoje com 63 anos, teve que esperar quase 43 anos para mostrar para a mulher que havia dito a verdade. Segundo reportagem publicada nesta quinta-feira pelo jornal “Virginian-Pilot”, o filho do casal, Paul Jr., encontrou o anel no quintal da casa da família em Virginia Beach (EUA).

E aí? Nome é destino? Será que dá pra confiar que Mr. Paul SAWYER está dizendo a verdade? Ou a Sra. Ruth Ann deveria ter um pouco mais de pé atrás? :)


Onde estavas no 25 de abril?

25 Abril 2009

AS BRUMAS DO FUTURO
(Pedro Ayres Magalhães)

Sim, foi assim que a minha mão
surgiu de entre o silêncio obscuro
e com cuidado, guardou lugar
à flor da primavera e a tudo

Manhã de Abril
e um gesto puro
coincidiu com a multidão
que tudo esperava e descobriu
que a razão de um povo inteiro
leva tempo a construir

Ficamos nós
só a pensar
se o gesto fora bem seguro

Ficamos nós
a hesitar
por entre as brumas do futuro

A outra acção prudente
que termo dava
à solidão da gente
que desesperava
na calada e fria noite
de uma terra inconsolável

Adormeci
com a sensação
que tínhamos mudado o mundo
na madrugada
a multidão
gritava os sonhos mais profundos

Mas além disso
um outro breve início
deixou palavras de ordem
nos muros da cidade
quebrando as leis do medo
foi mostrando os caminhos
e a cada um a voz
que a voz de cada era
a sua voz
a sua voz


“Nada chega ao fim, Adrian. Nada”

31 Março 2009

Não, não vou falar de cinema. Não, não vou falar o que achei de Watchmen. Ainda não, pelo menos. Não nesse post. E por isso precisam ser dois textos sobre o filme, para que o “oficial” possa ser escrito livre do que me faz escrever este.

Adianto: Watchmen é um filmaço, independente de qualquer outra coisa. Para os fãs dos quadrinhos, é melhor ainda. E para mim, além de ser um grande filme, foi um encontro marcado com o passado.

Meus bons amigos, onde estão? Notícias de todos, quero saber. Lendo um diário, navegando em um cargueiro, eu recuei dez anos. Voltei ao tempo em que li Watchmen pela primeira vez.

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Uma questão de fé

24 Fevereiro 2009

ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS DA 5ª TEMPORADA DE LOST. SÓ LEIA SE JÁ TIVER VISTO ATÉ O EPISÓDIO 5×06 – “316″.

“- Isso é ridículo!
- Pare de pensar no que é ridículo, e pense no que você acredita. É por isso que se chama um salto de fé.”

“- Todos nos convencemos mais cedo ou mais tarde, Jack.”

“- Ele está falando a verdade?
- Provavelmente não.”

Lost é uma série que transita em vários níveis. Há o nível do enredo, com as aventuras, as viagens no tempo, as teorias mirabolantes. Há o nível das referências, com o joguinho dos fãs procurando pistas, citações, números malditos escondidos na tela como o Corujito no desenho da She-Ra. E há o nível dos personagens, desde sempre o mais interessante para mim. As primeiras temporadas, com os flashbacks, foram muito ricas nesse aspecto. Depois, a história acabou seguindo outros rumos, e andamos mais presos a tentar entender o que está acontecendo, e principalmente quando isso está acontecendo. Mas, em episódios como “316″, voltamos a lembrar porque Lost é Lost. E porque ela é muito mais do que uma série sobre um grupo de sobreviventes perdido no espaço – e no tempo.

Eu sempre defendi a tese de que a teia que envolve os personagens de Lost se apóia em meia dúzia de taglines, a maior parte delas títulos de episódios. Assim como os números malditos, assim como as estações da Dharma, também essas frases montam um quebra-cabeça, um “jogo do curinga” que, reunido e colocado em ordem, ajuda a explicar muito do que está acontecendo.

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Weekend at John’s

8 Fevereiro 2009

Atenção: spoilers para quem não está acompanhando Lost. Se você ainda não viu a quarta temporada até o final, não leia o resto do post. Leia o resto deste post »


Uma canção para ti: a alma alentejana

31 Janeiro 2009

Uma canção para ti” foi o nome de um programa, exibido pela televisão portuguesa no ano passado. A premissa era simples: um concurso musical, onde crianças/adolescentes de 9 a 15 anos, do país inteiro, puderam se inscrever. Uma peneira rigorosa selecionou os 12 melhores, que se apresentaram nas três edições do programa. A regra de ouro: só músicas portuguesas. A primeira fase eliminou três. A segunda, mais dois. E, na grande final, os sete sobreviventes disputaram o prêmio de 25 mil euros.

O nível foi elevadíssimo. Esqueçam Famas, Ídolos, ou semelhantes. Ali, eram doze grandes cantores em potencial. Alguns deles, mais que isso, grandes cantores já agora. Mas, mesmo assim, foi fácil saber quais os três que eram apenas “bons”, e ficaram de fora na primeira noite. aí pra frente, entre os outros nove, havia os “muito bons” e os “ótimos”.

O programa parecia despretensioso, apenas mais um daqueles programas de crianças engraçadinhas cantando. Mas quando a primeira candidata, Beatriz Costa, 11 anos, iniciou o seu número… Inacreditável. Como podia se encaixar tanta voz em uma corpo tão pequeno? Bem, deve ter sido só ela, escolheram a única boa para abrir e ganhar a audiência. Mas depois veio um João, veio um Miguel, uma Diana. E os espectadores deixaram de se surpreender. Beatriz continuava sendo a melhor (ou pelo menos uma das duas melhores), mas estava longe de ser a única boa candidata.

O décimo candidato foi um rapaz chamado Luís Caeiro. Alto, magro, vestido de preto, com um nariz chamativo. Uma figura. Quando abriu a voz para a entrevista, deu pena. Uma voz estranha, um sotaque interiorano carregado, típico do Alentejo, uma das regiões mais rurais de Portugal. O rapaz não teria a menor chance. Quando ele anunciou a música que ia cantar, tive ainda mais pena. O “Fado do 31“, popularizado por Rodrigo, um fadista com voz e cara de marinheiro, decididamente não era a melhor escolha para alguém com aquele timbre de voz. Coitado.

Quando ele começou a cantar, quem ficou mudo fui eu.

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Sobre vacas (e) abóboras

20 Outubro 2008

“Por que a vaca tem que ser branca, preta, ou até malhada, se ela pode ser… LARANJA?”

Essa é a proposta do OrangeCow, site (ou muuuuuvimento) que vende camisetas estampadas com a tal vaca laranja, e outras variações do mesmo tema. No site, vocês podem conferir a “cowleção” de camisetas. Tem até um blog, com curiosidades sobre essas nossas amiguinhas.

“‘OrangeCow’ é mais do que uma maneira de se vestir. É um estilo de vida, onde a alegria, a espontaneidade e a irreverência ganham um nome único: VACA”

Vacas são animais fofinhos. E laranja é uma cor, além de surreal, simpática. Uma bela combinação. Só tenho duas críticas a fazer aos rapazes do site. Uma, é eles montarem aquilo tudo em flash, pesado, e dificulta para copiar uma foto (eu sei, isso é proposital, mas…). A segunda é o preço cobrado. Sou mão de… err… vaca demais para dar aquilo tudo numa camiseta. Vou esperar que mandem a minha de graça em troca da divulgação do produto. :)

*   *   *   *   *

Mudando de vaca… quero dizer, de assunto… o Nick Ellis conta, no Blog de Brinquedo, sobre o lançamento de um conjunto com os personagens do Snoopy, baseado no clássico dos clássicos mais clássicos “Charlie Brown e a Grande Abóbora”.

São quatro personagens Peanuts com 12,7 cm (5”) de altura e múltiplos pontos de articulação. Cada figura vem com acessórios detalhados e iguais aos do desenho animado.

O Charlie Brown vem com o lençol de fantasma com vários furos e com um saco de pedras, a Lucy vem com chapéu e máscara de bruxa, o Linus vem com seu inseparável cobertor e uma lanterna abóbora (acende de verdade) e o Snoopy vem como piloto da Segunda Guerra acompanhado do Woodstock.

Linus e o cobertor. Charlie Brown e não apenas uma pedra, mas um saco inteiro delas. O Snoopy com aquele adorável look aviador. Perfeito, perfeito.

A Lucy com chapéu e máscara de bruxa… Não, claro que essa segunda nota não tem nada a ver com a primeira. Ninguém pensaria em fazer alguma ligação mental entre Lucy van Pelt e uma vaca. Afinal, vacas, como dito acima, são animais fofinhos. :)

Se bem que… laranja… abóbora… vacas sagradas… adoradores da abóbora… é, tem alguma ligação aí.

Caro leitor: vai no Blog de Brinquedo, e dá uma olhada nos personagens com mais detalhes. E é quase o mesmo preço da camiseta da CowOrange… ou era, antes da disparada do dólar.

Agora, se você nunca viu esse episódio do Snoopy, se você não sabe o que significa essa pedra, você não é uma pessoa digna de viver. Corte os pulsos. Ou, caso não queira ser obrigado a algo tão drástico, clique abaixo, e tenha um aperitivo:


Vienna (always) waits for you

8 Outubro 2008

Slow down, you crazy child
you’re so ambitious for a juvenile
But then if you’re so smart, tell me
Why are you still so afraid?

Where’s the fire, what’s the hurry about?
You’d better cool it off before you burn it out
You’ve got so much to do and
Only so many hours in a day

But you know that when the truth is told..
That you can get what you want or you get old
You’re gonna kick off before you even
Get halfway through
When will you realize, Vienna waits for you?

Slow down, you’re doing fine
You can’t be everything you want to be
Before your time
Although it’s so romantic on the borderline tonight
Tonight,…
Too bad but it’s the life you lead
you’re so ahead of yourself that you forgot what you need
Though you can see when you’re wrong, you know
You can’t always see when you’re right. you’re right

You’ve got your passion, you’ve got your pride
but don’t you know that only fools are satisfied?
Dream on, but don’t imagine they’ll all come true
When will you realize, Vienna waits for you?

Slow down, you crazy child
and take the phone off the hook and disappear for awhile
it’s all right, you can afford to lose a day or two
When will you realize,..Vienna waits for you?
And you know that when the truth is told
that you can get what you want or you can just get old
You’re gonna kick off before you even get half through
Why don’t you realize,. Vienna waits for you
When will you realize, Vienna waits for you?


Bunnies on a movie

10 Junho 2008

A Carol deixou este link nos comentários desse post. Já conhecia o site, mas não esse episódio. Foi muito bom ver, e rever outros.

Para quem não conhece, vale a visita. E para quem conhece também, já que sempre tem algo novo. O AngryAlien é um site que entrega logo a sua “reason why”, com um slogan explícito: movies in 30 seconds, re-enacted by bunnies. E é isso que você vai encontrar. Clássicos do cinema, reencenados por coelhos, em apenas trinta segundos cada.

Mais claro impossível. Até lembra o “Snakes on a plane”, de Samuel L. Jackson: “a motherfucking movie about motherfucking snakes on a motherfucker plane”. Aliás, “Snakes on a plane” está lá na versão coelhística também.

Vá com tempo, porque o site é meio “elma chips”. Depois de começar, impossível ver um só.

Se você realmente quer apenas um aperitivo, eu sugiro alguns apetitosos: o próprio CasablancaRocky, Kill BillO Iluminado, e, principalmente, Cães de Aluguel, que é arte no sentido mais puro do termo. Simplesmente perfeito, do primeiro ao último quadro – literalmente. E a voz do Joe Cabot é ótima.

*   *   *   *   *   *   *   *   *   *

“Bunnies on a movie” poderia ser o nome de um disco, não? Bem, de acordo com esse post do Marcos VP, poderia sim.

A brincadeira é a seguinte:

Primeiro, acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random – O título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.

Depois, vá pra http://www.quotationspage.com/random.php3 – As últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.

Por fim, acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ – A terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.

Minha banda: Broadway Journal
Meu disco: Spring is in my heart *
Minha capa:

* OK, eu sei, a regra dizia quatro palavras. Mas eu acabei de definir que, no caso de uma citação de Hugo, vale usar cinco. Quem discordar que vá ao STJD.


Vamos, Bart, não se misture com essa gentalha

10 Abril 2008

Tinha que ser o Chavez…

Um canal privado de televisão venezuelano tirou do ar o desenho americano “Os Simpsons” após pressão do governo Chávez. O órgão responsável pela fiscalização das telecomunicações na Venezuela abriu um procedimento admnistrativo contra a TV Televen por considerar o programa uma má influência para as crianças.

Esses agentes do imperialismo ianque pensavam que iam corromper as bondosas crianças venezuelas, e desviá-las do caminho do socialismo do século XXI?

Não contavam com a nossa astúcia!

E agora, quem poderá nos defender?

Bem, tem gente que gosta. Tem gente que bate palmas. Tem gente que acha a Venezuela um “modelo de democracia”, e anseia por esse futuro para o Brasil.

Contra eles… sigam-me os bons! :-)


South Park: cheaper, faster & uncut

29 Março 2008

A quem interessar possa: o site South Park Digital Studios está disponibilizando TODOS os episódios de South Park, desde a primeira temporada. E tudo de forma legal. Não é pirataria, apenas tecnologia. Outra boa notícia: os episódios vêm na versão original, sem censura.

Problema 1: é só pra ver no site, não dá pra baixar, pelo menos não que eu saiba.

Problema 2: os episódios estão com o audio original, e sem legendas – ou seja, só serve pra quem tem o inglês afinado.

De qualquer forma, o site vale (e muito) a visita, para qualquer fã da série. Tem muito material interessante pra se garimpar.

Dica do Marcellus Pereira, no Meio Bit.


O ano em que meu filme pediu pra sair do Oscar

23 Janeiro 2008

Saiu a lista dos indicados ao Oscar 2008. E, conforme esperado, o concorrente brasileiro, “O ano em que meus pais saíram de férias” (também conhecido como “aquele plágio de um filme argentino que era plágio de um filme checo” ou “aquele filme do cara do McDonalds” ou “aquele Castelo Ra-tim-Bum piorado”, ou ainda “aquele filme que todos já viram, por ser igual a trezentos outros”) ficou de fora.

No ano em que o Brasil produziu aquele que talvez seja o melhor filme de sua história (ou, pelo menos, o melhor da nossa geração), preferiu apostar em outra obra, mais alinhada com os “interesses” de quem escolhe. Paciência. Resta a “Tropa de Elite” a certeza da sua qualidade, e apostar numa carreira internacional, sem apoio daqueles que se incomodaram muito com ele.

Entre os indicados, “Onde os fracos não têm vez”, dos irmãos Coen, e “Sangue negro”, de Paul Thomas Anderson, largam na frente, concorrendo a oito estatuetas. Logo depois, “Desejo e reparação” e “Conduta de risco”, o novo Clooney dessa safra, com sete. A maior surpresa talvez tenha sido a indicação de “Juno”, um filme aparentemente bem despretensioso, ao prêmio de melhor filme.

Segue a lista dos indicados aos principais prêmios:

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Quem disse que a vida é fácil?

26 Outubro 2007

Exame de Elite: Quem é você na guerra?


South Lost

4 Outubro 2007

Ou como seria se Lost tivesse sido criada pelos desenhistas de South Park…

lost-park.GIF