Gatos pretos, gata loira e outras bichas mais

26 Maio 2008

Esta é Helena Svedin, a esposa de Luís Figo:

E “esta” é André Albertini, a “mulher” que o Ronaldo andou pegando pelas esquinas da Barra da Tijuca:

Ficou em dúvida? Vamos dar ao leitor mais uma chance para escolher. Olhe bem, para não levar gato por lebre.

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Notícias que (não) vão mudar a sua vida

25 Maio 2008

Estava na capa de um jornal carioca, essa semana:

“Mulher-Jaca bota silicone e fica livre dos sutiãs com enchimento”

Eu juro que queria fazer uma análise sobre essa notícia, e o quanto ela é representativa dos nossos tempos. Assim como o significado desse fato ser manchete de capa de um jornal, mesmo sendo do jornal que era. Mas, admito, está além da minha capacidade.

Um outro jornal, que tem reputação de ser um pouco mais sério, publicou uma entrevista com a “prima” da Jaca, a Mulher-Melancia. E a vegetabilíssima senhorita não deixou por menos e lascou:

“Amiga, é melhor tu ser solteira do que ser chifruda. Porque homem a gente escolhe, quando enjoa, a gente muda. Se ele tenta te amarrar, é só dar um pé na bunda. Eu vou pegar quem eu quiser, mas também não sou bagunça. O meu lema é esse aqui: solteira, sim, sozinha nunca.”

Vamos aproveitar os conselhos da Mulher-Melancia, essa guru da sociedade brasileira moderna. E vamos todos dar (ou levar) créu, tá ligado?

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No mês passado, três das revistas brasileiras mais vendidas do segmento feminino apresentavam as seguintes manchetes de capa:

“Transar no primeiro encontro – às vezes é melhor não. Aprenda a reconhecer os homens com quem você deve se segurar.”

“Depoimento: O dia em que comprei meu primeiro vibrador”

“8 posições para o orgasmo – testamos e contamos como chegar lá”

“Teste: você é boa de cama?”

“Traição faz bem ao casamento? Leitoras dizem que sim.”

Bem, essas publicações são voltadas para mulheres maduras, claro. E mulheres maduras e modernas se sentem muito bem discutindo esses temas. Que tal, então, olharmos as revistas que lideram as vendas do segmento adolescente? Nestas revistas, cujo público alvo são meninas de 11 a 17 anos, há sempre uma seção de tira-dúvidas. E quais são as dúvidas que assaltam a mente dessas garotas?

“Meu namorado quer fazer sexo anal, mas eu tenho medo de sentir dor. Será que eu tento?”

“Estou sem transar há dois meses. Há algo errado comigo?”

“Tenho 16 anos e ainda sou virgem. Minhas amigas me zoam por ser a única da turma que ainda não transou. O que devo fazer?”

Também há as enquetes, com temas adequados a meninas de 11 a 17 anos:

“Você já transou na sua casa?”

“Você já transou com mais de um garoto ao mesmo tempo?”

“Você sabe reconhecer um orgasmo?”

“Você já transou com caras de mais de 30?”

“Transa sem compromisso com amigos: como fica o clima depois?”

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O créu é o mesmo. Só muda o verniz.


Passar vergonha na Libertadores? Não sou eu que vou.

8 Maio 2008

“Soy loco por ti, América
Soy loco por ti de amores…”

Primeiramente… HAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!!!

Depois disso… HAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!!

Pronto. Acho que agora dá pra tentar escrever algo sobre ontem à noite. Aviso prévio: este post será apenas dedicado a uma catarse e a botar uma quantidade de pilha maior do que a que levava um carrinho de polícia com sirene e controle remoto nos anos 80.

Se você quer uma análise séria e racional, passa amanhã. Literalmente. Amanhã eu escrevo de verdade. Hoje não. Hoje é dia só de lavar a alma.

“I started to cry
Which started the whole world laughing
Oh if I’d only seen
That the joke was on me.”

A casa do Flamengo caiu. Virou Cabana(s).

Aliás, sabe a diferença entre o América e o Flamengo? É que os mexicanos tem um atacante que é Ca-bañas. Já os rubronegros tem um atacante que é Só-bañas.

Falando nisso… E o tal do Obina, hein? É mesmo um predestinado. Entrou e fez o gol da classificação. Pena que na rede errada.

“Chora, Flamengo
Mas que papelão
Adeus, Flamengo…”

E quem foi o culpado pela derrota?

Para alguns, foi uma questão de saúde pública. Depois da dengue, agora foi a febre amarela que chegou no Rio. Ontem, no campo do Maracanã, tinha 22 jogadores amarelos! Onze de camisa amarela, e onze de alma…

Mas, na verdade, dessa vez a gente tem que dar razão à diretoria do Flamengo. O rubro-negro perdeu ontem por causa da altitude. Jogar nessa altitude que eles jogaram é algo desumano. Como assim? Como “o jogo não foi na altitude”? Quem fala isso é porque não viu o tamanho do salto alto da chuteira dos jogadores. A altitude ali era maior do que as montanhas de Potosí!

Eu acho que o que aconteceu foi uma falha de comunicação. Os jogadores do Flamengo viram o Marcelo de Lima Henrique em campo, e relaxaram. “Hehehe, jogo ganho”. Quando notaram que não era ele que estava apitando, que estava só de regra três, gritaram “pô, sujou!”. Mas aí já era tarde, já estava três a zero.

No fundo, beeeeem no fundo, muita gente acha que o resultado do jogo foi um ato de solidariedade. O Flamengo quis mostrar ao Ronaldo que está com ele, que não é nada de mais tomar de três…

“E ninguém cala esse chororô
Chora a mulambada, chora o travesti, chora o goleiro…”

E traz a chupeta pro Bruninho não chorar.

 

 

Joel Santana mostrou ser um homem de palavra. Ainda semana passada ele prometeu que ia tentar ficar no comando do time até o final da Libertadores. Prometeu e cumpriu.

Quanto ao Vasco, só resta dizer “que venha o Inter”, agora no domingo. Não devemos nada a eles. Se o Inter ganhou de 8×1 semana passada, o Vasco também fez 8×1 ontem. Dois gols de Edmundo, dois de Cabañas, um de Leandro Amaral…

“Chorei, chorei, agora não choro mais
(…)
Ah, ah, ah, ah, mas eu tô rindo à toa
Não que a vida esteja assim tão boa,
Mas um sorriso ajuda a melhorar.”

Bem, por hoje é só. Depois eu escrevo com mais calma. :)

Espero que a torcida do Flamengo aceite a gozação, e leve tudo numa boa. Afinal, é fácil pilhar quando você ganha, o difícil é encaixar o troco na hora da derrota.

Ah, já ia me esquecendo… Em homenagem aos framengo, a trilha sonora que eles adoram.

Créu… Créééu… Créééééééééu!!!

(Imagens via Zoação Futebol Clube e Bola nas Costas)


A volta dos que não foram

6 Maio 2008

Nunca mais vamos ver o Edmundo de 1997, a não ser em vídeos ou na nossa memória. Mas o Edmundo que jogou contra o Criciúma, teve alguns lampejos que o fizeram chegar perto disso. Por um dia, Edmundo voltou a ser “o Animal”, “EdShow”, ao invés daquele jogador que vem se arrastando em campo desde que começou essa última temporada no Vasco.

Edmundo fez um gol de craque, infernizou a defesa catarinense, e lutou muito, até o limite das suas forças físicas. O problema é que esse limite está cada vez mais baixo. Estamos assistindo à despedida de um ídolo, que quer ser aquilo que foi, mas não consegue mais. Dói nele. Dói em nós.

Contra o Criciúma, Edmundo mostrou mais uma vez porque sempre foi e sempre será muito mais que qualquer Romário. A gente precisa ter consciência de que é bem provável que jogos como esse sejam exceções. O tempo não perdoa. As pernas não são as mesmas, e jamais serão novamente. Mas a entrega, a vontade, a frustração quando não consegue fazer algo certo, essas são as de sempre.

E, na saída de campo, a emoção falou mais alto, e Edmundo pediu desculpas à torcida vascaína por não conseguir ser mais aquilo que foi um dia. Nem precisava. O verdadeiro vascaíno aplaude, sabendo que você dá o que pode. E isso é o mais importante.

A tua estátua está no coração de cada um que te viu jogar no auge. O resto… é apenas bronze. Frio e maleável.

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O melhor plano de saúde é viver. O segundo melhor continua sem ganhar nada, e vai ter que pagar 9 milhões de reais se quiser levar o Leandro Amaral de volta.

Quatro meses depois, está reposta a verdade dos fatos. A “máquina tricolor” terminou o campeonato exatamente na mesma situação da “quarta força do Rio”: ou seja, vendo as finais pela televisão. E Renato Gaúcho, o churrasqueiro da bola de cristal paraguaia, perdeu mais algumas boas oportunidades de ficar calado.

E, como tinha que ser, Leandro Amaral está de volta ao Vasco. Juridicamente, não havia outro resultado possível. O que penso sobre esse regresso já tinha sido comentado aqui. O maior prejudicado nisso tudo foi o jogador. E foi bem feito pra ele. Agora, resta ao Fluminense pagar pelo que fez. E a Leandro tomar vergonha na cara, e tentar consertar um pouco das besteiras que fez.

Se ele fizer o papel dele, a torcida vai apoiar.