“Soy loco por ti, América
Soy loco por ti de amores…”
Primeiramente… HAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!!!
Depois disso… HAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!!
Pronto. Acho que agora dá pra tentar escrever algo sobre ontem à noite. Aviso prévio: este post será apenas dedicado a uma catarse e a botar uma quantidade de pilha maior do que a que levava um carrinho de polícia com sirene e controle remoto nos anos 80.
Se você quer uma análise séria e racional, passa amanhã. Literalmente. Amanhã eu escrevo de verdade. Hoje não. Hoje é dia só de lavar a alma.
“I started to cry
Which started the whole world laughing
Oh if I’d only seen
That the joke was on me.”
A casa do Flamengo caiu. Virou Cabana(s).
Aliás, sabe a diferença entre o América e o Flamengo? É que os mexicanos tem um atacante que é Ca-bañas. Já os rubronegros tem um atacante que é Só-bañas.
Falando nisso… E o tal do Obina, hein? É mesmo um predestinado. Entrou e fez o gol da classificação. Pena que na rede errada.
“Chora, Flamengo
Mas que papelão
Adeus, Flamengo…”
E quem foi o culpado pela derrota?
Para alguns, foi uma questão de saúde pública. Depois da dengue, agora foi a febre amarela que chegou no Rio. Ontem, no campo do Maracanã, tinha 22 jogadores amarelos! Onze de camisa amarela, e onze de alma…
Mas, na verdade, dessa vez a gente tem que dar razão à diretoria do Flamengo. O rubro-negro perdeu ontem por causa da altitude. Jogar nessa altitude que eles jogaram é algo desumano. Como assim? Como “o jogo não foi na altitude”? Quem fala isso é porque não viu o tamanho do salto alto da chuteira dos jogadores. A altitude ali era maior do que as montanhas de Potosí!
Eu acho que o que aconteceu foi uma falha de comunicação. Os jogadores do Flamengo viram o Marcelo de Lima Henrique em campo, e relaxaram. “Hehehe, jogo ganho”. Quando notaram que não era ele que estava apitando, que estava só de regra três, gritaram “pô, sujou!”. Mas aí já era tarde, já estava três a zero.
No fundo, beeeeem no fundo, muita gente acha que o resultado do jogo foi um ato de solidariedade. O Flamengo quis mostrar ao Ronaldo que está com ele, que não é nada de mais tomar de três…
“E ninguém cala esse chororô
Chora a mulambada, chora o travesti, chora o goleiro…”
E traz a chupeta pro Bruninho não chorar.
Joel Santana mostrou ser um homem de palavra. Ainda semana passada ele prometeu que ia tentar ficar no comando do time até o final da Libertadores. Prometeu e cumpriu.
Quanto ao Vasco, só resta dizer “que venha o Inter”, agora no domingo. Não devemos nada a eles. Se o Inter ganhou de 8×1 semana passada, o Vasco também fez 8×1 ontem. Dois gols de Edmundo, dois de Cabañas, um de Leandro Amaral…
“Chorei, chorei, agora não choro mais
(…)
Ah, ah, ah, ah, mas eu tô rindo à toa
Não que a vida esteja assim tão boa,
Mas um sorriso ajuda a melhorar.”
Bem, por hoje é só. Depois eu escrevo com mais calma.
Espero que a torcida do Flamengo aceite a gozação, e leve tudo numa boa. Afinal, é fácil pilhar quando você ganha, o difícil é encaixar o troco na hora da derrota.
Ah, já ia me esquecendo… Em homenagem aos framengo, a trilha sonora que eles adoram.
Créu… Créééu… Créééééééééu!!!
(Imagens via Zoação Futebol Clube e Bola nas Costas)