The money, my friend, is flying in the wind…

29 Janeiro 2008

É nisso que dá andar por aí cercado de petistas…

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e a irmã Michael Nolan, de 66 anos, advogada do padre Júlio Lancelotti, foram vítimas de furto durante a missa do aniversário de São Paulo na Catedral da Sé. Do senador, o ladrão levou a carta de motorista, R$ 30, 200 euros (cerca de R$ 600) e 500 dólares (R$ 1.000). Ele carregava moeda estrangeira porque chegou quinta-feira do Iraque e não teve tempo de guardar. Já da religiosa pegaram carteira e objetos pessoais de sua bolsa.

(…)

Ao sair da igreja, o senador foi a uma padaria próxima ao Fórum João Mendes, acompanhado do deputado estadual Adriano Diogo (PT-SP) e um religioso. Foi só na hora de pagar a conta que percebeu o furto.

Como diria mestre Ferrez, a treta foi justa. O chapa levou os euro, e o Supla-pai carregou menos peso pelo resto do dia. Certo, mano? Suplicy deve ter ficado muito feliz com o resultado. Pelo menos uma vez na vida ele conseguiu ver alguém botando em prática um projeto de renda mínima…

Só foi pena que o senador não teve tempo de usar sua arma secreta. Se ele notasse que estava sendo assaltado, era só começar a assassinar… digo… a cantar o seu Bob Dylan de estimação, e o correria ia sair… correndo.

A matéria do Globo diz ainda que Suplicy estava sentado ao lado do também senador Romeu Tuma (PTB-SP). Ou seja, de um lado o Tuma, de outro a advogada do padre Lancelotti, aquele que doa carros de luxo a ex-pupilos por caridade cristã. E ele sai dali, e vai comer pão de queijo com um deputado do PT. Hmm. Algo me diz que o mano Supla-pai tem que escolher melhor suas companhias…


O ano em que meu filme pediu pra sair do Oscar

23 Janeiro 2008

Saiu a lista dos indicados ao Oscar 2008. E, conforme esperado, o concorrente brasileiro, “O ano em que meus pais saíram de férias” (também conhecido como “aquele plágio de um filme argentino que era plágio de um filme checo” ou “aquele filme do cara do McDonalds” ou “aquele Castelo Ra-tim-Bum piorado”, ou ainda “aquele filme que todos já viram, por ser igual a trezentos outros”) ficou de fora.

No ano em que o Brasil produziu aquele que talvez seja o melhor filme de sua história (ou, pelo menos, o melhor da nossa geração), preferiu apostar em outra obra, mais alinhada com os “interesses” de quem escolhe. Paciência. Resta a “Tropa de Elite” a certeza da sua qualidade, e apostar numa carreira internacional, sem apoio daqueles que se incomodaram muito com ele.

Entre os indicados, “Onde os fracos não têm vez”, dos irmãos Coen, e “Sangue negro”, de Paul Thomas Anderson, largam na frente, concorrendo a oito estatuetas. Logo depois, “Desejo e reparação” e “Conduta de risco”, o novo Clooney dessa safra, com sete. A maior surpresa talvez tenha sido a indicação de “Juno”, um filme aparentemente bem despretensioso, ao prêmio de melhor filme.

Segue a lista dos indicados aos principais prêmios:

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A novilíngua no seu melhor

22 Janeiro 2008

Se eu não visse, não acreditava. Na semana passada, o então senador Edison Lobão (PMDB-MA) declarou que o apagão elétrico que está a caminho iria obrigar a um “aumento de tarifas”. Ontem no dia da posse como Ministro das Minas e Energia, negou o que disse.

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“Eu não acredito que haverá aumento. O que pode haver é apenas uma revisão tarifária.”

 Suponho, então, que a conta de luz vai baixar. Uma vez que “revisão tarifária”, sem aumento, só pode ser pra baixar. Você acredita? Pois é, nem eu.

Mas no governo Lula é assim. As contas de luz não aumentam, apenas sofrem “revisões tarifárias”. O caos aéreo não existe, são apenas “atrasos pontuais”. A febre amarela não está matando, é apenas uma “endemia previsível”. O mensalão não aconteceu, foi apenas um “desvio de conduta”.

A culpa? Ora, a culpa. É da zelite, da Veja e do FHC. Não necessariamente nesta ordem.

E o último a sair nem precisa apagar a luz, porque ela já está pronta a se apagar sozinha…

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Foto exclusiva do Senador Lobão, momentos antes de tomar conta do galinheiro… err… quero dizer… tomar posse no Ministério.


Esquentando os tamborins

22 Janeiro 2008

Reynaldo Gianecchini é assaltado no Jardim Botânico:

Na noite do último sábado, o ator Reynaldo Gianecchini, de 35 anos, foi assaltado no Jardim Botânico, na Zona Sul. Ele estava saindo de um ensaio de uma peça de teatro quando foi cercado por dois veículos. Homens armados levaram o celular e a carteira do ator.

And another one gone… E ainda faltam 344 dias.

O fim de semana foi de pré-carnaval no Rio. Muita gente que pretende arrasar nesse carnaval aproveitou pra fazer seus ensaios. Aydano Motta nos conta um desses ensaios:

Domingo, dois cariocas, pai e filho, chegavam, por volta de 19h, ao setor 1 da Sapucaí, para assistir ao ensaio de Tijuca e Grande Rio. Bem na entrada, um suposto bêbado esbarrou no senhorzinho – que, quando se desvencilhou do inconveniente, adivinha?, estava sem a carteira e o celular.

O carnaval antecipado, claro, desmanchou-se na amargura de uma Quarta-Feira de Cinzas inesperada.

Mas o pessoal do movimento não ensaiou só na Sapucaí. Em Laranjeiras, teve desfile de bloco famoso, e uma rapaziada bronzeada mostrou seu valor. Alguns deles foram presos, depois de assaltarem os incautos foliões. Outras dezenas escaparam, prontos para o próximo baile.

Um pouco por toda a zona sul, o trânsito esteve caótico. Ruas fechadas, blocos passando (ou “ensaiando”), e arrastões assustando os motoristas. Em Copacabana, no show do Skank, mais confusão. Mais assaltos, mais bagunça. Cinco foram presos. Enfim, toda a hospitalidade que a Cidade Maravilhosa tem pra oferecer. Dessa vez, foram só dinheiro, celulares e máquinas fotográficas. Mas os rapazes estão animados, isso foi só um ensaio. Eles esperam que, em breve, possam evoluir para produtos mais valiosos.

Quanto riso, oh, quanta alegria. Esse carnaval promete.


A rede é sem fio. A idéia, sem noção.

20 Janeiro 2008

Lembram do post retrasado? Pois é, mais uma entrou pro clube. Desse jeito, a gente vai perder a conta rapidinho. Agora, foi a vez de Bianca Rinaldi:

A atriz Bianca Rinaldi engrossou ontem à tarde as estatísticas de violência, ao sofrer uma tentativa de assalto num sinal de trânsito próximo à sede do Clube do Flamengo, na Gávea. Bianca, que se dirigia a uma gravação da novela “Caminhos do coração”, da TV Record, foi abordada por um assaltante quando esperava o sinal abrir.

O bandido forçou a porta do carro da atriz. Como não conseguiu abri-lo, ele, então, quebrou o vidro da janela, usando, segundo testemunhas, algo parecido com uma barra de ferro. O assaltante, porém, não conseguiu roubar nada. Bianca começou a buzinar e ele fugiu.

And another one gone, and another one gone, another one bites the dust…

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Carlos Cardoso, no MeioBit, conta que, a partir de maio, o bairro de Copacabana vai passar a ter cobertura wi-fi:

É sério, não é pra rir não. Do alto de seus gabinetes com ar-condicionado, bem longe da realidade, nossos valorosos políticos jogam fora dinheiro público criando um maravilhoso chamariz de ladrões. Sim, Virgínia. Na posição de um sujeito que já perdeu mais gadgets do que gostaria de lembrar para vagabundos armados, eu posso GARANTIR que nenhum carioca em sã consciência vai passar por esses pontos com um computador, PDA ou Smartphone e puxá-lo, em público para ficar “navegando pela Internet”, e se o fizer o fará no máximo por uns dois minutos, até que um grupo de menores de rua desfavorecidos pela sociedade decida aliviá-lo de seus bens.

O projeto está orçado em 40 MILHÕES de reais, e deve depois ser expandido a outras zonas turísticas e à Baixada Fluminense. De acordo com outro Cardoso, o Alexandre, secretário de Ciência e Tecnologia:

“A implantação dessa tecnologia de ponta vai trazer benefícios para várias áreas, como turismo, segurança, ensino e comércio. Será possível, por exemplo, para um pequeno comerciante da Baixada comprar e vender seus produtos pela rede, diminuindo, dessa forma, seus custos em até 20%”

Então tá. O Cardoso, Carlos, ironiza, dizendo ter certeza de que “é preciso mais do que “WIFI” para comprar e vender produtos pela rede”. Claro. Mas é otimismo demais pensarmos que Alexandre Cardoso, o eterno candidato-a-tudo do PSB, que costuma aparecer na TV com seus quadrinhos mágicos, tem noção de qualquer realidade prática. Acho que descobri o objetivo do (Alexandre) Cardoso: arrumar uma vaguinha como assessor do Mangabeira, na SEALOPRA

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Aí vêm as polianas de sempre lembrar que todas as capitais européias têm cobertura wi-fi, que a gente torce contra, que não quer um Brasil moderno, etc, etc, etc. Não entendem que nenhum de nós é contra a idéia de wi-fi em Copacabana, que todo mundo acha isso maravilhoso. Mas é uma questão de prioridade. Como gastar 40 milhões de reais para botar wi-fi em Copacabana, se a gente tem medo de sair com um celular nessa cidade? Imagine com um notebook! Ah, mas isso é bom para a imagem turística. Bom como? Se os turistas que vêm ao Rio já são advertidos a não andar com dinheiro no bolso ou relógios de marca no pulso, como acreditar que eles vão passear por Copacabana com notebooks? E, se passearem, qual será o custo em “imagem da cidade no exterior”, quando eles voltarem para seus países sem os seus notebooks?

É a velha mania brasileira de querer começar a construir a casa pelo teto. O que vai tornar o Rio de Janeiro “igual às capitais do primeiro mundo” não é o wi-fi em Copacabana. Não enquanto não se fizerem MUITAS outras coisas. Não adianta botar wi-fi numa cidade em que o notebook serve para ficar em casa. Ou, no máximo, sair com ele pra empresa, com operações de guerra e escolta de carro forte.

Mas como 2008 é ano eleitoral…

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Bem, mas se apesar de tudo, você for um dos bravos patriotas que não vê a hora de sacar o seu laptop nas areias douradas da zona sul, então pelo menos leia as dicas do site Wnews, no tutorial “Como transportar seu notebook em segurança”.

Algumas delas seguem abaixo. Se bem que acho que a sexta dica não vai se aplicar aos proprietários de um MacBook…

- Mochilas são informais e não combinam com terno e gravata. Um executivo assim trajado, com uma mochila às costas, indica claramente que carrega um laptop.

- Evite utilizar o notebook o saguão do aeroporto, enquanto espera o embarque ou uma carona para outro local da cidade.

- Não utilize esse equipamento no táxi, pois bandidos circulam com motocicletas, nas áreas próximas dos aeroportos e outros locais de concentração de executivos, de olho nesses micros.


- Se não for possível transportar o laptop na mala, procure disfarçá-lo em uma sacola comum, que seja resistente e grande o suficiente para suportar o peso do equipamento e de mais alguns casacos ou jornais.
Nos deslocamentos dentro da cidade, coloque o notebook no porta-mala do carro. E estacione, de preferência, dentro do prédio em que trabalhará naquele dia.

- Ainda assim, não leve o laptop embaixo do braço no elevador ou em escadas.

- Não comente publicamente as qualidades e diferenciais de seu computador portátil.
- Cuidado com as agendas telefônicas e de e-mails. Nas mãos de criminosos, podem criar grandes problemas. Coloque, de preferência, o telefone e o e-mail profissional dos seus contatos, evitando dados pessoais.

- Em caso de assalto, a recomendação é a usual: não reaja, e entregue o laptop para evitar violência.

Se você, feliz proprietário de um notebook, ainda quiser sair com ele pelo Brasil, vista a armadura. E boa sorte.


Aquae Unger

18 Janeiro 2008

Roberto Mangabeira Unger, o filósofo titular da SEALOPRA (Secretaria de Ações de Longo Prazo), é o responsável, no governo Lula, por “planejar o futuro estratégico do país”. Quando vemos as idéias geniais de Mangabeira, podemos ficar tranquilos e esperançosos como o nosso futuro. Não, não estou sendo irônico – tranquilos e esperançosos por sabermos que nenhum desses planos têm a menor chance de acontecer…

Por esses dias, o Mangabeira juntou uma comitiva de 38 pessoas e viajou até ao Pará, onde se saiu com o seu plano revolucionário para acabar com a seca no Brasil: construir um aqueduto ligando a Amazônia ao Nordeste.

(pausa para risos)

Segundo o filósofo da SEALOPRA,

“Numa região, sobra água, inutilmente. Na outra região, falta água, calamitosamente”.

Por isso, a solução é simples: criar um aqueduto que leve as águas abundantes dos rios da Amazônia até às populações sertanejas do Nordeste.

Qual o tamanho desse aqueduto? Ele não sabe. Como ele seria construído? Ele não sabe. Quanto tempo levaria a construção? Ele não sabe. Quanto isso custaria? Ele não sabe.

Que gente chata, querendo que o homem saiba de tudo! Ele é um gênio. Gênios têm idéias. De longo prazo. E, convenhamos, uma idéia dessas está plenamente no espírito da SEALOPRA. Agora, pensar nesses detalhes concretos, bem, isso ele deixa para as mentes inferiores.

Sabendo que os filisteus vão se opor a projeto tão revolucionário, Mangabeira foi compreensivo:

“Para o ministro, a juventude do Sudeste, “a classe média ilustrada” e a “grande mídia” querem uma versão mais light de projeto para a Amazônia. E certamente vai considerar sua proposta para a floresta “heavy” (pesada).”

E completou, com o desprezo por aqueles que não entendem algo tão genial, vindo de um incompreendido chefe da SEALOPRA:

- O Brasil precisa deixar de ter medo de idéias.

Exatamente, Dr. Mangabeira Unger! A inguinoranssa é que astravanca os pogresso, como já dizia o outro.

Eu fico emocionado com essa proposta do visionário Professor Mangabeira. E sabem por que? Porque, meus caros leitores, eu compartilho esse sonho! Ainda me lembro, como se fosse hoje, de uma redação que escrevi na primeira série primária. A professora pediu uma idéia que pudesse melhorar a vida do povo brasileiro, e eu sugeri algo bem parecido com isso!

Ah, a reação dela, elogiando o texto, elogiando a boa intenção, e comentando como eu era fantasioso, e como essa idéia seria boa, se não fosse totalmente doida…

Dr. Mangabeira, eu estou muito feliz com o senhor. O senhor está provando que, quando um homem tem a mente aberta, sempre pode evoluir. O senhor é um exemplo.

Afinal, com essa idéia, o senhor conseguiu igualar uma idéia de um garoto de sete anos. Se continuar evoluindo nesse ritmo, em breve vai estar andando de bicicleta sem rodinhas. Continue assim – ou, como o senhor prefere, keep up the good work!

*****************

Em tempo 1: Quando o caro leitor ouvir alguém reclamando da queda de arrecadação com o fim da CPMF, lembre que o governo ainda tem dinheiro sobrando para mandar uma comitiva de 40 pessoas para a Amazônia, para fazer esse tipo de papel. E para manter a SEALOPRA a pleno vapor, com toda a estrutura, DAS, ajudas de custo, e muitos etc a que ela tem direito.

Em tempo 2: Se, por acaso, o caro leitor faz parte do grupo que acha a idéia “genial”, e o autor destas linhas uma pessoa incapaz de aceitar algo novo, etc, etc, etc, uma informação a mais. Apesar de toda a “abundância aqüifera” da região Norte, metade dos habitantes de Manaus não tem água encanada em casa. De Manaus. Imagine das outras cidades. Ou seja, ainda que a idéia fosse minimamente factível, continuaria sendo infeliz. Se não temos um aqueduto de alguns quilômetros ligando o Rio Amazonas às casas de Manaus, como pensar em um aqueduto do tamanho da muralha da China pra levar água até o nordeste?


Another three bites the dust

17 Janeiro 2008

Bianca Kleinpaul, jornalista do Globo Online:

Enfim, entrei para as estatísticas de violência. Mas das modalidades da planilha do nosso governo estou naquela em que a gente acende uma vela e agradece, em vez de chorar. Sobrevivi a um assalto à mão armada às 15h30m de sábado. Num trajeto que faço freqüentemente, do Túnel Santa Bárbara em direção à Avenida Presidente Vargas, um Vectra fechou meu carro na saída do viaduto. Buzinei achando se tratar de um barbeiro. Não, eu estava sendo assaltada e pela primeira vez senti o calibre de uma arma encostada na cabeça.

Meu carro é (a esta altura, já era) um popular. Ao registrar a ocorrência na 4 DP, para minha surpresa, ela não era informatizada. O boletim, que todo mundo no Rio um dia vai ter um, foi feito numa velha máquina de escrever. E a delegacia fica no prédio da Segurança Pública!!! Após chegar em casa, esperei por horas minha mãe. Ela ficara presa num arrastão na Grajaú-Jacarepaguá, onde motoristas davam ré e a polícia tentava manter a ordem. Pára o Rio que eu quero descer! A jornada burocrática para reaver documentos e dar entrada no seguro vai começar. Mas só depois que eu pegar a cópia em carbono do meu B.O, marcada para cinco dias após o “ocorrido”….

Christine Fernandes, atriz:

Mais um artista pretende deixar o Rio por causa da violência. Desta vez, a intenção é manifestada pela atriz Christine Fernandes, vítima de um assalto, na semana passada, num sinal de trânsito, próximo ao Shopping Center Cittá América, na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, onde mora.

A atriz pretende deixar a cidade. Indignada, ela escreveu uma mensagem, que enviou aos amigos. O título: “Caros vizinhos”

” Estamos todos no mesmo barco, do Alemão ao Leblon, vivendo com medo. Esse medo da morte, quando não mata de fato, gera uma ansiedade que, se não mata, destrói. Se não a saúde e a alegria, a qualidade de vida, o prazer de viver, uma paz possível”, dizia um dos trechos.

Isabel Kopschitz, jornalista de O Globo:

Na última segunda-feira, fui vítima de um assalto a mão armada. Por incrível que pareça, aos 27 anos de idade, nunca havia sido assaltada. Mas já sabia que minha hora chegaria, porque no Rio, ao contrário da Justiça e do poder público, o assalto tarda, mas não falha!

Caminhando na Avenida Roberto Silveira, em Niterói, por volta das 22h, fui abordada por um homem aparentemente drogado, que me mostrou um revólver e disse que, se eu tentasse alguma coisa, me mataria.

(…)

Perdi meu celular e algumas bijuterias, que tinham valor sentimental para mim. E ainda ressoa na minha cabeça a ordem “Rápido, pra não ter esculacho!”, que escutei do bandido, enquanto apontava a arma na direção da minha barriga. Pensei: “Bom, se ele não quer que tenha esculacho, já é uma vantagem”. E disse a mim mesma aquele clichê que os cariocas costumam repetir: “Ainda bem que estou viva, poderia ter sido pior!”.

(…)

Diante desse tipo de barbárie, tenho mesmo é que dar graças a Deus por estar viva. Mas fico imaginando quais serão as próximas modalidades de crimes às quais o carioca (e o brasileiro, de maneira geral) vai ter que se sujeitar nos próximos anos… Será que meus futuros filhos vão viver para contar sua história?

Bianca, Christine e Isabel se juntam a Paulinho da Viola, Helena Ranaldi, ao filho do Lídio Toledo, e a mais milhares de anônimos na lista dos que já sofreram com a realidade carioca neste ano.

Sim, hoje é apenas o décimo sétimo dia do primeiro mês. Já só faltam mais 349 pra acabar o ano.


Alguém tem 23 milhões pra me emprestar?

15 Janeiro 2008

Da Folha:


Casa onde Peter Pan nasceu está à venda

A casa de Londres onde o escritor escocês J. M. Barrie concebeu e escreveu “Peter Pan” está à venda por 6,75 milhões de libras (US$ 13,5 milhões, cerca de R$ 23,6 milhões).

“Esta é uma residência única e mágica, onde J.M. Barrie viveu e criou o conto ‘Peter Pan’”, afirma a agência imobiliária que colocou à venda a propriedade, situada na Gloucester Road, oeste de Londres.

A residência vitoriana conta com seis dormitórios e um jardim encantador, segundo o anúncio.

“Mas é sua história que acrescenta uma dimensão especial à casa”, afirma a imobiliária.

A propriedade é situada de frente para os jardins de Kensington, onde Barrie conheceu os meninos Llewelyn-Davis, que inspiraram as histórias dos Meninos Perdidos liderados por Peter Pan.

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Mais enrolados que fio de telefone (1)

15 Janeiro 2008
“Quando se discutiu a possibilidade de impeachment do Lula, não entrei na conversa. Politicamente havia uma situação inequívoca, pois ficou demonstrado que o publicitário dele (Duda Mendonça) recebeu dinheiro no exterior para fazer a campanha a presidente. Qualquer prefeito do interior que tivesse uma acusação dessas nas costas seria cassado! Mas preferi pensar no País. Como enfrentar o impeachment de um presidente operário, um migrante do Nordeste que pela primeira vez chega à Presidência? Que marcas isso iria deixar no Brasil?”

(Fernando Henrique Cardoso, O Estado de São Paulo)

“A abertura de um processo de impeachment traria um desgaste enorme ao país. Um processo de impeachment tem vários pés, é quase uma centopéia. É preciso motivo jurídico, que havia de sobra. Tem de ter crise de governabilidade, que não havia. Tem de ter desorganização de base parlamentar, que não havia. Precisa de clamor das ruas, que não havia. (…) Não faria bem para a economia brasileira, passaríamos ao mundo a imagem de um país instável, que derruba um presidente a cada treze anos.”

(Senador Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM), Veja)

Os trechos acima são de duas entrevistas publicadas nesta última semana. E são um belo retrato do desserviço que a dita “oposição” causou ao Brasil. Por uma avaliação errada da situação, deixou à frente do Brasil um governante que não tem a menor condição de governar. E ainda dizem que “pensaram no país”, pois isso seria “ruim para a economia”.

Quando FHC diz que “havia uma situação política inequívoca” para um pedido de impeachment, e que “qualquer prefeito de interior seria cassado” com aquelas acusações, ele admite a gravidade da situação. E deixa claro que a lei não é igual para todos: um presidente, ainda mais se for “operário e migrante nordestino” pode cometer desvios de conduta “inequívocos”, e ainda assim escapar da justiça.

Ao dizer isso, FHC reforça o mito que Lula adora cultivar, ou seja, de que ele é “do povo”, e por isso tem uma imunidade ampla e irrestrita. Pode fazer qualquer coisa e ficar impune, e ainda acusar os adversários que apontem os seus erros de preconceituosos, por estarem atacando um “operário e migrante”, que eles não aceitam que tenha chegado ao “pudê”.

Que Lula tente se colar a essa imagem, faz parte do jogo. Ele está vendendo o peixe dele. Que FHC ajude a reforça-la é, no mínimo, uma bobagem. O que uma oposição séria deveria fazer seria destruir essa armadura, mostrar a nudez do rei. E, se achava que o fato político era “inequívoco”, pedir o impeachment do presidente. Afinal, se os fatos eram graves o suficiente para condenar um prefeitinho qualquer, o que dirá do chefe maior do país, aquele que mais deve ser controlado, por ter muito mais poder nas mãos?

Três dias depois, na Veja, o senador Arthur Virgílio seguiu pelo mesmo caminho, sendo ainda mais esclarecedor. Segundo ele, havia “motivo jurídico de sobra” para o impeachment, mas não havia “clamor popular”. Ou seja, está tudo bem se temos no governo alguém contra quem pesam “motivos jurídicos de sobra”, desde que ele não perca a popularidade? E que, enquanto “a economia for bem”, vale tudo, ainda que haja “motivos jurídicos de sobra” para se condenar o governante?

Ora, mais uma vez, a “oposição” faz o jogo de Lula. Isso é tudo que ele repete: o efeito teflon (nada pega nele, nada cria o “clamor popular”), o fato de que ele e os quadrilheiros do mensalão foram “absolvidos pelas urnas”, como se voto lavasse crime, e os números da economia como ponto a seu favor.

Eu gostaria de saber por onde andavam, em 1992, os senhores Fernando Henrique e Arthur Virgílio. Por onde eles andavam quando um presidente foi cassado, sem que houvesse “motivos jurídicos de sobra” ou “fatos políticos inequívocos”, apenas por contrariar interesses de muitos.

“Como enfrentar o impeachment de um presidente operário, um migrante do Nordeste que pela primeira vez chega à Presidência?”, pergunta FHC. Mas ele se perguntou como enfrentar o impeachment de um presidente eleito pelo voto popular, depois de 25 anos sem democracia? Ele se preocupou com o trauma causado ao país com a cassação do primeiro presidente civil, eleito pelo povo, depois de 25 anos com cinco generais e um coronel?

“Não faria bem para a economia brasileira, passaríamos ao mundo a imagem de um país instável, que derruba um presidente a cada treze anos”, completa Arthur Virgílio. E o que aconteceu em 92, fez bem à nossa economia? Passou uma bela imagem para o mundo? Um país que derruba um presidente a cada treze anos é “instável”. E um país que derruba o primeiro presidente que elege depois de 25 anos de “ditadura” é o que? Uma república de bananas? Golpe em 64, cinco generais se sucedem, um vice sem votos toma o lugar deles, até que, oba! democracia!, um presidente é eleito, e… golpe de novo. Muito estável, com certeza.

Ou seja, em 92, cassar um presidente era uma prova de “maturidade democrática”. Em 2005, já se tornava “um desgaste”, “um trauma”, que iria causar “instabilidade” e “comoção”. OK.

Os argumentos de FHC e Arthur Virgílio não se sustentam de pé. Em nome de “não mexer com o operário” ou de “não passar uma imagem instável do país”, eles preferem deixar no poder alguém contra quem pesam “fatos políticos inquestionáveis” e “motivos jurídicos de sobra”. Em nome disso, deixam clara a mensagem de que a lei não é para todos, só vale para alguns.

Não seria a minha escolha. Foi a deles. Então, que assumam as consequencias delas. E que não reclamem quando alguém diz que não considera o PSDB oposição.

Em 2002, falando do apagão, Lula disse que FHC era “o chefe de um governo que conduziu o país a uma fase de trevas”. Nunca estive tão de acordo com o nosso Rei-Nu. Afinal, foi Fernando Henrique Cardoso o maior responsável pela eleição de Lula. Então, a verdade é essa: mesmo FHC conduziu o país ao governo Lula, logo, às trevas em que vivemos. Cada vez mais sombrias.


Erraram o número…

11 Janeiro 2008

Saiu a numeração para a temporada 2008 da F-1. Nenhuma surpresa. Há alguns anos atrás (é, eu sou velho), existia uma tradição numérica envolvendo as equipes. A equipe campeã pegava sempre os números 1 e 2. Mas as outras mantinham seus números preferidos. Williams era 5 e 6. Tyrrell, 3 e 4. Ligier, 25 e 26. As míticas Ferraris, durante os quase 20 anos de jejum, usaram sempre o 27 e o 28 – e ainda com o preciosismo de costumar dar o 27 para o piloto mais arrojado e o 28 para o mais cauteloso.

De uns anos pra cá, isso acabou. Mr. Mosley e Mr. Ecclestone, na sua cruzada para acabar com a F-1, resolveram implantar um sistema frio e racional, que ordena as equipes pela sua classificação no ano anterior. Assim, em 2008, Kimi Raikkonen corre com o carro número 1 e Felipe Massa com o 2. Depois as BMW, com Heidfeld no carro 3 e Kubica no 4. Na sequencia, a Renault do bi campeão Alonso (5) e de Nelson Piquet Jr (6), e assim por diante, até o final do grid.

A surpresa ficou por conta da McLaren, de Hamilton e Kovalainen. Não por estar com os últimos números do grid. Afinal, isso era esperado, já que a McLaren FOI a última colocada do Mundial 2007, depois de ter os seus pontos retirados pelas situações em que se envolveu. A surpresa vem dos números em si: Lewis Hamilton será o 22, Heikki Kovalainen o 23 (embora ainda exista um boato de que eles vão pedir para inverter esses números, pois o inglês não gostou do 22).

Como assim, 22 e 23? Os números da McLaren deviam ser outros. Como, meu amigo? Que maldade! Eu jamais diria isso que o leitor maldoso acaba de sugerir, que Hamilton tem mais jeito de usar o 24. Longe de mim uma brincadeira dessas.

Não, o que eu esperava era outra coisa. Para mim, a McLaren viria com os números que mais combinam com seu diretor e seu piloto principal. Algo tipo 176-671 e 176-761… :-)

(A imagem acima mostra o pessoal da McLaren, numa reunião de preparação da próxima temporada. O ”menino prodígio” e seu empresário de um lado, e o engenheiro-chefe do outro, com os planos do carro da Ferrari nas mãos… Qualquer provocação é mera semelhança.)


Se no è vero…

9 Janeiro 2008

O embaixador de Israel pede a palavra na Assembléia Geral Especial das Nações Unidas que discutia as questões do Oriente Médio, e diz:

“Antes do discurso propriamente dito, quero contar uma história. Quando Moisés conduzia o povo judeu depois do êxodo, chegou a um oásis perto da Terra Prometida onde havia um lago maravilhoso, com água fria e cristalina. Moisés se despiu e mergulhou para se refrescar e recobrar as forças. Ao sair da água, viu que suas roupas tinham sido roubadas. Irritado, exclamou: ‘com certeza foram os palestinos!”.

 Arafat, que se encontra na assembléia, irritado, protesta:

“Naquele tempo, embaixador, não havia palestinos nesta parte do mundo!”

E o embaixador de Israel arremata:

“É justamente por aí que pretendo começar o meu discurso” .

(Publicado por César Maia, no seu ex-blog)


O fim de Jacarepaguá

9 Janeiro 2008

Carlos Arthur Nuzman anunciou ontem no Rio aquilo que todos os cariocas ligados em automobilismo esperavam há tempos: o fim do Autódromo Nélson Piquet, em Jacarepaguá. É o desfecho previsível para um processo que já vinha se desenrolando há tempos, e que tinha se tornado inevitável depois do que foi feito no Pan.

Usando como fachada um “projeto olímpico”, que só serve para iludir incautos (entre outras “utilidades”…) o Autódromo irá sucumbir para dar lugar a um “centro olímpico”. E, claro, essa “estrutura” terá que ser construída exatamente ali, e em nenhum outro lugar. E, provavelmente, por lá ficará até às Olimpíadas no Rio de Janeiro, que devem acontecer por volta de 2234…

Quanto já foi gasto nesse programa, que já foi “Rio 2004″, “Rio 2012″, e agora é “Rio 2016″? Fala-se que, só para essa nova denominação, já foram destinados 74 milhões. Setenta e quatro milhões de reais, voando dos cofres públicos. Setenta e quatro milhões de reais que saem do meu bolso, do seu bolso, para irem abastecer uma operação no mínimo duvidosa.

O Fábio Seixas publicou hoje um excelente texto sobre o assunto, que peço licença para reproduzir aqui. Faço minhas as palavras dele, da primeira à última. Leia o resto deste post »


Lula, o venezuelano

8 Janeiro 2008

Augusto de Franco, na Folha de São Paulo de hoje:

Se nosso IDH fosse mais próximo de 0,9 (em vez de 0,8), Lula jamais governaria o Brasil. Quem garante seus votos e liderança é a pobreza. É por isso que Lula não ganha eleição para prefeito de São Bernardo. É por isso que não ganha para governador de São Paulo nem de qualquer Estado do Sul (talvez com exceção do Paraná, que só é governado pelo chavista Requião por concentrar a maior pobreza da região).

São os bolsões de pobreza que garantem a eleição de populistas. Lula quer acabar com a pobreza? Não, o que quer é mantê-la, transformando as populações pobres em beneficiárias passivas e permanentes dos programas assistenciais. Ele gosta, sim, do povo, mas como massa informe de pré-cidadãos Estado-dependentes.

Façam uma análise dos levantamentos existentes, resultantes da aplicação de vários indicadores de desenvolvimento. A votação de Lula aumenta nos lugares em que esses indicadores (inclusive o IDH) diminuem. Isso não pode ser por acaso, pode? Só acontece porque Lula é um “venezuelano”. Em Caracas, nosso presidente viveria feliz como pinto no lixo.

(…)

A noção de democracia de Lula casa perfeitamente com o regime político venezuelano. Lá, não vigora mais essa besteira de rotatividade (ou alternância) democrática. Autorizado, como Chávez, por uma “lei habilitante” (muito melhor do que medida provisória), Lula poderia criar, numa penada, não uma, mas meia dúzia de TVs governamentais. Poderia tirar a Globo do ar e empastelar a revista “Veja”.

E, sobretudo, poderia continuar no poder indefinidamente, convocando plebiscitos e referendos para dizer que não está fazendo nada mais do que obedecer à vontade da maioria.

Lula, o “venezuelano”, acha que democracia é o regime da maioria (e não o das múltiplas minorias).

O texto completo pode ser lido aqui, para assinantes Folha/Uol, ou aqui.


Ano novo?

8 Janeiro 2008

O ano mudou? Você tem certeza? É que nem parece.

Ontem:

Tiroteio assusta motoristas na Avenida Marechal Rondon:

Um tiroteio assustou quem passava pela Avenida Marechal Rondon, no Engenho Novo, Zona Norte do Rio, no fim da manhã desta segunda-feira. A avenida é uma das principais vias de ligação entre o subúrbio e o centro da cidade. Durante uma ação para recuperar um carro roubado, policiais do 3º BPM (Méier) foram atacados a tiros.

De acordo com a Polícia Militar, pelo menos três bandidos saltaram do veículo e começaram a atirar. Os policiais revidaram. Os criminosos fugiram para o traficantes do Morro da Matriz.

Apavorados com a troca de tiros entre os policiais e bandidos, motoristas tentaram voltar de marcha-a-ré. Ninguém ficou ferido no tiroteio.O trânsito foi interditado no local no fim da manhã, mas foi normalizado por volta das 14h.

Hoje:

Troca de tiros e ônibus queimado tumultuam zona norte:

Uma fortaleza construída por traficantes, cerca de uma tonelada de maconha e um local usado para queimar seus inimigos (conhecido como microondas), além de crânios e ossos, foram encontrados por policiais civis, no Morro da Mangueira, na Zona Norte do Rio, na manhã desta terça-feira.

Por volta das 6h30m, houve troca de tiros entre traficantes e policiais.

(…)

Por volta das 10h, um ônibus da Viação Braso Lisboa, linha 472, foi incendiado na Rua São Luís Gonzaga, no Largo da Cancela, em São Cristóvão. Segundo a polícia, a ação seria em represália à operação policial na Mangueira, de acordo informações da Rádio CBN. Três homens entraram no veículo, mandaram os passageiros descerem, jogaram gasolina no veículo e atearam fogo. Ninguém ficou ferido. Bombeiros do quartel de Benfica foram para o local para combater as chamas.

- Eu só tive tempo de ver a mulher gritando: ‘Tão tacando fogo no ônibus! Tão tacando fogo no ônibus!’ E, quando vi o fogo, a porta estava aberta. Eu saí, fui embora, e não quis ver mais nada – contou um rapaz.

(…)

Os policiais também encontraram na localidade conhecida como Vila Miséria um local onde os traficantes da Mangueira usavam para queimar seus inimigos, conhecido popularmente como microondas. Foram encontrados crânios e restos de ossos no local.

E neste ano já tivemos o assalto no Alto da Boa Vista, que deixou paraplégico o filho do médico Lídio Toledo. E o assalto a Paulinho da Viola. E centenas de outros, anônimos. Domingo, reportagem do Globo dizia que um carro é roubado a cada 12 minutos no Rio.

Hoje, meus caros, é dia 8. O oitavo dia do primeiro mês do ano. E como esse ano, além de tudo, é bissexto, ainda temos pela frente mais 358 dias nessa selva. Welcome to Hell.


O centésimo post do "novo" QsQ. E o primeiro do ano.

8 Janeiro 2008

O MEU LUGAR
(Christian Oyens / Zélia Duncan)

Tento fazer desse lugar o meu lugar
Ao menos por enquanto
Enquanto isso durar
O que me separa de você agora?
Um avião, um oceano, outros planos
E muitos enganos

Por enquanto espero e vou vivendo
Apenas fantasio meus dias aqui
É, isso é verdadeiro
Me troco, me arrojo
Ao menos por enquanto
Enquanto isso durar

Como voltar?
“No way”
Não sei nem divagar sobre nós
Como voltar
E esperar o prêmio intenso
De voltar pra mim diferente?
Vou tentar fazer daqui o meu lugar