Quem acompanha o QsQ há mais tempo sabe que os textos sobre Fórmula 1 costumam atrair alguns fãs cegos do “menino prodígio” Lewis Hamilton. Para esses, qualquer crítica ao “novo gênio” é vista como um crime de lesa majestade.
Um exemplo claro disso aconteceu nos comentários do post sobre o GP Brasil. Nele, eu dizia:
Na descida do Lago, a McLaren de Hamilton apaga. Ficou claro o que houve: o inglês errou na posição do câmbio, jogou o carro em ponto morto, deixou ele morrer, e depois teve que recomeçar da primeira marcha. Mais do que um erro “de principiante”, um erro infantil de quem não estava com os nervos no lugar, mesmo com tudo a seu favor.
O céu caiu na minha cabeça. Os fanáticos mandaram ver. Como eu ousava insinuar que Lewis Hamilton, o escolhido, “the king of the world”, era capaz de errar? Ele é perfeito, ora. Seres da luz como ele não erram jamais. Só mesmo um invejoso fanático como eu para ter um palpite tão… singular.
Pois bem.
Lewis Hamilton admite erro em Interlagos:
O GP de Interlagos vai demorar para sair da cabeça de Lewis Hamilton. Além de errar e sair da pista logo na primeira volta, ao tentar ultrapassar seu companheiro de equipe Fernando Alonso, o piloto da McLaren confessou que foi um erro seu que causou a perda de potência do seu carro. A McLaren de Hamilton ficou quase um minuto se arrastando pela pista, caindo para o 18º lugar.
- Meu dedo escorregou no volante e apertei de forma acidental o botão usado para dar a seqüência de largada – disse o britânico ao jornal canadense “La Presse”.
- O carro ficou em ponto morto e tive que reiniciar o sistema, recarregando o controle da caixa de câmbio – completou.
Será que isso é suficiente, senhores fanáticos? Um pedido de desculpas cairia bem, não? Ou será que ainda vão continuar arrumando desculpas, dizendo que Hamilton não errou, apenas mentiu pra proteger a equipe, ou que tudo foi combinado para dar o título a Raikkonen?
É bem provável. Então, antes de comentarem, por favor, observem esta foto com atenção:
Este é o volante da McLaren de Alonso e Hamilton. Aquele botãozinho lá no canto superior esquerdo, com um “N” no meio, é o botão “neutro”, que coloca o carro em ponto morto.
Agora, vejam este vídeo:
OK, OK. Já sei. Isso deve ser montagem de algum espanhol, coisa do Marca, que só pode ser aceito por pessoas que só leiam jornais da Espanha, né. Então, que tal esse, mais completo:
É suficiente?
Fica a lição, aos leitores do QsQ: aqui não se fala nada que não seja apoiado ou em FATOS ou em opiniões
plausíveis, que muitas vezes acabam se mostrando
corretas. :-)
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Lembram da biografia do Hamilton? Bem, ela continua no mercado. Só mudaram a capa. Esta é a nova versão:
Nem vou comentar do sorriso forçado. Pra que chutar cachorro morto? Essa história da biografia do campeão-Porcina (o que foi sem nunca ter sido) já virou folclore. “King of the world”? Bah. Tu é moleque, isso sim…
O leitor Wosley Nogueira, do blog do Fábio Seixas, enviou duas capas alternativas:
E uma leitora fiel do QsQ sugeriu o que deveria ser feito com os livros encalhados: podemos compra-los, e mandar para o Hamilton autografar, um por um. E depois ligar pra editora, e pedir o dinheiro de volta, “meu livro veio com defeito, o final está errado”.
Ah, e longe de mim criticar Lewis Hamilton pela farra na night paulistana depois da prova. Acho que o garoto está certíssimo em fazer festa. Afinal, quando na vida ele vai conseguir de novo chegar em segundo lugar num campeonato mundial? Tem mais é que comemorar mesmo. E aproveitar as torcedoras brasileiras que estavam por perto…
Falando nisso, perguntar não ofende: alguém viu Lewis Hamilton no Cemitério do Morumbi, visitando o túmulo de Senna, como anunciou aos quatro ventos que faria? Quer dizer então que o press release anunciando a visita era puro marketing, pra se mostrar simpatico aos brasileiros? Quem diria, né? Isso nem me passaria pela cabeça… Bah.
26 Outubro 2007 às 21:38 |
:-p
27 Outubro 2007 às 3:46 |
Que mico..o último é bem legal…A era do gelo para Hamilton…ele tá ferrado o ano que vem…